O deputado estadual Coronel David (PL) divulgou uma carta, nesta segunda-feira, anunciando que não aceitou o convite para disputar a vaga de deputado federal neste ano.
O deputado recebeu um convite de Reinaldo Azambuja e declarou, na semana passada, que havia uma grande possibilidade.
O anúncio gerou grande repercussão no PL por conta da disputa acirrada pelas vagas, mas também pelo reforço que poderia representar, por conta da impossibilidade de Neno Razuk (foragido) e Rafael Tavares (inelegível).
Enquanto para os concorrentes a preocupação é perder a vaga, para Reinaldo o medo era não conseguir cumprir a promessa de pelo menos eleger as duas cadeiras atuais. Com David, ele enxergava a possibilidade de eleger no mínimo duas cadeiras.
A desistência de David alivia a concorrência para Rodolfo Nogueira, Mara Caseiro e Edson Giroto, que são considerados favoritos. Eles ainda podem ter cinco concorrente Marcos Pollon, se confirmado o veto dele ao Senado.
Confira a carta divulgada pelo deputado:
“Por meio desta carta, venho formalizar minha decisão de continuar meu trabalho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, buscando a reeleição como deputado estadual e declinando do convite do partido para disputar uma vaga na Câmara Federal.
Esta não foi uma decisão fácil, mas é a única decisão coerente com a minha história, com os meus compromissos e com a minha relação com o povo de Mato Grosso do Sul. Ao longo dos últimos anos, muitas pessoas assumiram compromissos comigo para a construção desta jornada política. São lideranças, apoiadores e eleitores que me acompanharam em diversas eleições. A palavra empenhada é o valor mais alto que compartilhamos, e muitos deles, de forma leal e íntegra, já assumiram compromissos com outros aliados para a disputa à Câmara Federal. Não seria justo colocá-los diante do dilema de romper compromissos assumidos de boa-fé. Respeitar a palavra dessas pessoas também é respeitar a história que construímos juntos.
Além disso, a decisão de permanecer no mandato estadual é também uma resposta a um pedido direto e veemente das nossas forças de segurança e das entidades de classe da Polícia Militar (ACS e Aspra) para que eu não abandone o Parlamento, pois elas precisam de alguém que as compreenda por dentro e que esteja presente para garantir seus direitos. Eu não posso recusar esse chamado.
A missão que assumi ainda não foi encerrada. Estamos em um processo contínuo e indispensável de valorização dos nossos servidores de segurança. A recomposição dos níveis salariais dos militares é uma luta diária e necessária. Da mesma forma, não posso deixar de defender a igualdade no benefício do auxílio-saúde para investigadores, escrivães e integrantes da Coordenadoria de Perícias, garantindo que policiais civis e integrantes da perícia recebam o mesmo amparo já concedido aos delegados, em uma luta que travo em união com o Sinpol e o Sinpof.
Somam-se a essas urgências duas frentes de combate que exigem minha presença absoluta no Estado: a regulamentação das carreiras dos policiais penais, conquista que precisa ser consolidada, e a questão do reajuste da contribuição do cônjuge no plano de saúde dos servidores, que impacta a renda familiar de quem serve ao Estado. Assumi o compromisso e a responsabilidade de continuar buscando, junto à Presidência da Cassems e ao Governo do Estado, uma solução que traga alívio ao servidor.
Qualquer desvio de foco neste momento seria abandonar esses compromissos. Por respeito ao partido, aos meus eleitores e às forças de segurança de Mato Grosso do Sul, afirmo que minha missão continua no Estado.




