Comunidade se mobiliza contra instalação de Centro POP ao lado de escola no Amambai

Moradores, comerciantes e pais de alunos organizam abaixo-assinado e pedem à Prefeitura que reavalie localização da unidade, alegando preocupação com a segurança da comunidade escolar

Uma mobilização popular ganhou força no bairro Amambai, em Campo Grande. Moradores, comerciantes, pais de alunos e responsáveis iniciaram um abaixo-assinado solicitando que a Prefeitura reconsidere a instalação de uma unidade do Centro POP – Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua -, na Rua dos Barbosa, ao lado da Escola Municipal José Rodrigues Benfica. O documento foi elaborado no dia 22 de julho e busca reunir assinaturas para sensibilizar o Poder Público quanto à escolha do local. O local escolhido pela Prefeitura é onde abrigava a Secretaria de Ação Social, na esquina entre Rua 26 de Agosto e Rua dos Barbosas.


No texto do manifesto, os organizadores deixam claro que não questionam a importância do serviço prestado pelo Centro POP, e que reconhecem a relevância da política pública e defendem que ela seja mantida com dignidade e responsabilidade. A principal reivindicação está relacionada exclusivamente à localização escolhida para a implantação da unidade.


Segundo o documento, a proximidade imediata com a Escola Municipal José Rodrigues Benfica gera preocupação devido à intensa circulação diária de crianças, adolescentes, familiares, professores e demais profissionais da educação. Para os signatários do abaixo-assinado, esse contexto exige uma análise mais cuidadosa sobre os impactos da instalação do equipamento naquele ponto específico da cidade.


Moradores pedem diálogo e nova avaliação técnica


O abaixo-assinado solicita que a Prefeitura Municipal promova uma reavaliação da escolha do endereço, buscando uma alternativa que permita a continuidade dos serviços oferecidos pelo Centro POP sem comprometer, segundo os moradores, a segurança, o bem-estar e a tranquilidade da comunidade escolar.
A proposta apresentada pelos organizadores procura conciliar duas demandas consideradas legítimas: garantir atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social e, ao mesmo tempo, preservar o ambiente no entorno da unidade de ensino.


No documento, os moradores destacam que a discussão não deve ser interpretada como oposição ao atendimento da população em situação de rua, mas como um pedido para que a implantação do equipamento seja planejada em local considerado mais adequado.
Rosane Nely, presidente da Associação dos Moradores do Bairro Amambai, diz que “o atendimento a pessoas em situação de rua ao lado de uma escola é inadmissível. Acredito que seja até ilegal. O atendimento a esse público ao lado de uma escola, que abriga centenas de crianças nos preocupa e revolta. Somos moradores, comerciantes, professores, pais de alunos e isso nos motivou a fazer o abaixo-assinado e faremos até manifestações, caso necessário. Por isso, apelo à sensibilidade da Prefeitura em rever tudo isso”, finalizou.


Abaixo-assinado busca apoio da população

Além do texto principal, o documento disponibiliza espaço para identificação dos apoiadores, com campos destinados ao nome e telefone dos participantes da mobilização, permitindo que a iniciativa reúna manifestações de moradores da região central e de outros cidadãos interessados na pauta.
Com a coleta de assinaturas em andamento, os organizadores esperam encaminhar o abaixo-assinado à Prefeitura de Campo Grande como forma de demonstrar a preocupação da comunidade e solicitar uma análise técnica sobre a localização da futura unidade.


A expectativa é que o tema seja discutido entre representantes do Poder Público e da população, buscando uma solução que concilie o atendimento social oferecido pelo Centro POP com as preocupações apresentadas pelos moradores do bairro Amambai.

Por Rogério Alexandre Zanetti

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