Só 0,027% dos consumidores aptos aderiram à  tarifa branca no primeiro mês de vigência

As distribuidoras de energia receberam em janeiro 1.228 pedidos de adesão à tarifa branca, programa que permite ao consumidor pagar mais barato pela energia consumida fora do horário de pico.

Esse número representa apenas 0,027% dos 4,5 milhões de consumidores aptos a participar em 2018, primeira fase do programa. 

A tarifa branca começou a vigorar em janeiro e, até o momento, as distribuidoras só possuem o balanço de adesões daquele mês.
Como funciona?

O sistema foi criado para incentivar a redução do consumo de energia nos horários de grande demanda e, assim, reduzir a necessidade de investimentos no setor elétrico e de acionamento de termelétricas.

Pelo sistema convencional, o custo da energia é o mesmo para o consumidor, independente do horário em que ela é usada. Já quem adere à tarifa branca passa a pagar um preço mais baixo que o da tarifa convencional pela eletricidade consumida nos horários de baixa demanda – esse horário diferente para cada distribuidora mas varia, mais ou menos, entre 18h e 21h.

Por outro lado, quando consumida dentro do horário de alta demanda, o custo da energia é mais alto que o da tarifa convencional.

A liberação das adesões à tarifa branca está sendo feita de maneira progressiva. Veja o cronograma:

2018: quem consome mais que 500 kWh por mês.

A partir de janeiro de 2019: quem consome mais que 250 kWh/mês.

A partir de janeiro de 2020: todos os consumidores residenciais e de comércio terão acesso à tarifa branca, exceto os de baixa renda, que hoje têm tarifa subsidiada e não teriam vantagem com a mudança.

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