Na região de Campinas, Interior de São Paulo, a referência fechou cotada em R$ 31 por saca de 60 kg, sem o frete, para a entrega imediata em outubro.
Do lado das exportações, o volume médio diário embarcado foi de 266,46 mil toneladas nas três primeiras semanas de outubro, uma queda de 9,9% frente à média de setembro último, mas, na comparação com outubro de 2016, a média diária aumentou 383,7% em outubro deste ano. Com relação à produção, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução entre 6,1% e 10,1% na área de milho de verão (primeira safra) no País em 2017/2018, frente à safra passada. Em volume, são de 5,82 milhões a 8,7 milhões de toneladas a menos.
Na B3 (antiga BM&F/Bovespa), os contratos futuros de milho com vencimento em março/18 fecharam em R$ 34 no dia 31 de outubro. Ou seja, uma alta de 9,7% até o final do primeiro trimestre de 2018.
Estoques
É importante destacar que, apesar do viés de alta, os estoques maiores deverão limitar os aumentos de preços na temporada. A Conab estima 19,10 milhões de toneladas em estoques finais em 2016/2017 e 24,55 milhões de toneladas ao final de 2017/2018. Para uma comparação, em 2015/2016, quando os preços do milho dispararam, os estoques finais foram de 6,99 milhões de toneladas de milho.
Fatores
O mercado do milho depende basicamente de três fatores: clima nos Estados Unidos, volume de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) e câmbio. Serão necessárias mudanças no câmbio e na bolsa de Chicago para que os preços do porto subam e ajudem mais o mercado interno em 2018. Algum problema climático nos Estados Unidos ou fato político também podem influenciar positivamente no câmbio.
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