Paredes internas sem reboco, instalação elétrica inacabada, vigas entortando, goteiras por todos os lados quando chove, infiltrações nos banheiros, desnível de piso. Esses são alguns dos problemas que os antigos moradores da favela Cidade de Deus enfrentam nas 42 casas, construídas no Bairro Vespasiano Martins, durante o ano passado, pela gestão municipal anterior, por meio da Morhar Organização Social.
Apenas para edificação dessas casas, foram destinados R$ 504 mil dos cofres públicos, considerando o valor unitário de R$ 12 mil. Esse montante é três vezes menor que o custo mínimo necessário para cada casa popular, de R$ 40 mil.
A precariedade das moradias é a parte visível. Por trás disso, há muita obscuridade. A Morhar, que recebeu R$ 2,7 milhões, como parte do convênio com a prefeitura, no valor total de R$ 3,6 milhões, é alvo de investigações do ministérios públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF). O responsável pela organização, Rodrigo da Silva Lopes, participa de 23 empresas em dez estados e no Distrito Federal, de acordo com o ConsultaSocio.com, portal de cadastros de sócios de empresas brasileiras.




