Mais de 20 toneladas de entulhos estão espalhadas por Campo Grande por conta do fechamento do aterro de entulhos localizado no Bairro Jardim Noroeste – às margens do anel viário da BR-163. Interditado há quase 20 dias, o único espaço público para despejo de materiais provenientes de obras operava sem licença ambiental pelo menos desde 2007, quando o aterro usado anteriormente – na Avenida Cônsul Assaf Trad, no Bairro Nova Lima – foi fechado.
A estimativa da Associação Campo-Grandense de Locação de Bens Móveis (ACLBM) é de que pelo menos 20 toneladas de entulhos tenham sido despejadas nas caçambas que estão pelas ruas da cidade e não podem ser esvaziadas no aterro. Na Capital são 120 empresas e cada uma tem entre 20 e 300 caçambas.
Eliseu Pereira Silva, 47 anos, trabalha no ramo há 11 anos e disse nunca ter presenciado algo do tipo na cidade. “Eu tinha oito funcionários, já mandei dois motoristas embora. Vou ter que mandar mais um, e a secretária. Estou diminuindo tudo que posso para continuar com a empresa. Está muito difícil. E não são só os caçambeiros que pagam a conta. Eu gastava R$ 15 mil por mês para abastecer os veículos, e este mês só trabalhamos até o dia 8. Além dos funcionários demitidos, também estamos deixando de movimentar a economia”.




