A saúde pública é um dos setores mais problemáticos e criticados pela população de Campo Grande, com falta de medicamentos, vacinas, equipamentos, exames, atendimento médico e leitos para internação, mas o orçamento bilionário dos dois últimos anos parece não surtir efeito na melhoria dos serviços e na solução dos problemas enfrentados por quem usa o Sistema Único de Saúde (SUS).
Para este ano está prevista a aplicação de R$ 1.104.956.108,00, entre recursos do Ministério da Saúde, Governo do Estado, da própria Prefeitura Municipal, instituições privadas e rendimentos. O que chama a atenção no relatório quadrimestral publicado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) é justamente o item “rendimentos” no quadro de resumo das receitas.
Entre janeiro de 2015 e abril deste ano os cofres públicos conseguiram injetar R$ 12.382.103,31 no orçamento para a saúde pública na Capital apenas com rendimento de juros. Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Sebastião Arinos Júnior, os dados mostram claramente que verbas enviadas para uso na melhoria do serviço na Capital são deixadas em conta para render. “É evidente, por isso pedimos uma informação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/MS), que deve dizer se está dentro da legalidade”.




