"Temos os contatos de todos os abrigos, sabemos exatamente quem está em cada abrigo. Faremos a comunicação entre essas crianças e suas respectivas famílias para suprir, através do contato, a distância física forçada a que elas foram submetidas", disse o ministro, após participar de evento no Itamaraty para tratar sobre segurança nas fronteiras. Os consulados também deverão prestar assistência jurídica às famílias detidas para que possam tentar legalizar a situação no país ou retornar ao Brasil.
Nas últimas seis semanas, mais de 2 mil crianças de diversas nacionalidades foram separadas dos pais e levadas para abrigos nos EUA. Desse total, 49 são crianças e adolescentes brasileiros, segundo informou o cônsul-geral adjunto do Brasil em Houston, Felipe Santarosa, em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A separação de famílias que ocorre na fronteira norte-americana com o México é resultado da política de “tolerância zero” adotada pelo governo Donald Trump. Os imigrantes ilegais, mesmo os que procuram asilo, são presos e respondem por crime federal nos EUA.
Críticas
A forte pressão internacional sobre o caso fez com que Trump recuasse da medida de separação de pais e filhos, em decreto assinado nesta quinta-feira. O governo dos EUA continuará detendo imigrantes ilegais na fronteira, mas não vai mais separá-los dos filhos, em caso de crianças e adolescentes, segundo a nova ordem. Aloysio Nunes disse que o governo brasileiro acompanhará a implementação dessa nova medida e criticou a separação familiar.
"Nós vamos continuar acompanhando cada um desses casos e a implementação dessa medida do presidente Trump para reverter isso que nós consideramos uma medida cruel". Nunes Ferreira disse que o governo brasileiro não quer "politizar excessivamente" este assunto e que tratará do tema em diálogo com o governo norte-americano.
Edição: Fábio Massalli





