Advocacia com Propósito: A Trajetória de Thago Saibe na Defesa dos Direitos dos Pacientes Oncológicos

Em uma entrevista ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o advogado especialista em Direito da Saúde, Thago Saibe, detalhou os desafios enfrentados por pacientes com câncer e enfatizou a importância da garantia dos direitos constitucionais à saúde, tanto na rede privada quanto no Sistema Único de Saúde (SUS).

De uma Rotina Corporativa à Luta de Vida

A trajetória profissional de Thago Saibe sofreu uma guinada transformadora motivada por acontecimentos pessoais marcantes. Por quase dez anos, sua atuação jurídica esteve concentrada no Direito Empresarial, Civil e na incorporação imobiliária. No entanto, a vida o conduziu por outro caminho após enfrentar barreiras severas no acesso a terapias para o seu filho.

Pouco tempo depois, em 2024, durante férias com sua esposa, percebeu um pequeno caroço no pescoço. Imaginando tratar-se de uma inflamação corriqueira, foi ao dentista, que desconfiou da lesão. A biópsia confirmou um câncer de mandíbula. Mesmo sem fatores de risco habituais, como o tabagismo, o advogado precisou passar por cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

A vivência como paciente o expôs a atrasos e ilegitimidades por parte das operadoras de saúde. Essa experiência dolorosa despertou no especialista o propósito de redirecionar sua carreira para ajudar outras pessoas a garantirem seus tratamentos com dignidade.

Principais Pontos da Entrevista no Jornal da Top

Durante a entrevista, o especialista esclareceu aspectos cruciais da relação entre pacientes, planos de saúde e o SUS:

  • Planos de Saúde e Negativas Indevidas: Thago ressaltou que, embora o plano de saúde e o consumidor tenham deveres contratuais mútuos, é comum o judiciário ser acionado por negativas indevidas. As maiores demandas envolvem recusa de métodos específicos de radioterapia, falta de fornecimento de medicamentos oncológicos de alto custo e descumprimento de prazos estabelecidos pela ANS para indicação de médicos e rede credenciada.
  • SUS e a Lei dos 60 Dias: Em relação à rede pública, o advogado lembrou que existe legislação específica determinando que o tratamento do paciente com câncer seja iniciado em até 60 dias após o diagnóstico. Contudo, gargalos estruturais e escassez de leitos na regulação exigem, em muitos casos, intervenções judiciais para assegurar a internação ou o custeio em hospitais privados pelo Estado.
  • Conscientização no Julho Verde: Alinhado ao mês de combate ao câncer de cabeça e pescoço, Saibe reforçou a necessidade imperativa do autoexame, do cuidado preventivo com a cavidade oral e pescoço, e do diagnóstico precoce. No tratamento de neoplasias, semanas de atraso podem interferir diretamente no prognóstico.

Como Buscar Ajuda e Orientações

Thago Saibe pontuou que quem determina o tratamento do paciente é o médico assistente, e não o plano de saúde ou a gestão hospitalar. Caso ocorram negativas ou atrasos injustificados, o paciente ou familiar deve buscar o auxílio da Defensoria Pública ou de advocacia especializada no Direito da Saúde.

Para saber mais sobre os direitos dos pacientes oncológicos, o especialista disponibiliza conteúdos educativos e materiais informativos em seu site www.saiib.adv.br e no perfil do Instagram @thago.ssaib.

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