As diligências da Polícia Civil, logo após confirmar a negociação por uma recém-nascida, em Campo Grande, resultaram na descoberta de um quarto decorado para receber a menina e até mensagens parabenizando a suposta compradora. Ao G1 a delegada Marília de Brito, responsável pelas investigações, disse nesta terça-feira (21), que o local estava com uma cômoda cheia de roupas novas para a menina, berço para montar, banheiro e até alguns brinquedos.
"A mãe estava inclusive morando perto da compradora, na região do bairro Coophatrabalho, pra acompanhar de perto a gestação. Nós ainda não temos provas de valores, apenas especulações. A mãe, no entanto, confirmou a negociação e disse que passava por dificuldades financeiras. A mulher que a acompanhava na Maternidade Cândido Mariano era quem ficaria com a criança", afirmou a delegada.
As diligências da Polícia Civil, logo após confirmar a negociação por uma recém-nascida, em Campo Grande, resultaram na descoberta de um quarto decorado para receber a menina e até mensagens parabenizando a suposta compradora. Ao G1 a delegada Marília de Brito, responsável pelas investigações, disse nesta terça-feira (21), que o local estava com uma cômoda cheia de roupas novas para a menina, berço para montar, banheiro e até alguns brinquedos.
"A mãe estava inclusive morando perto da compradora, na região do bairro Coophatrabalho, pra acompanhar de perto a gestação. Nós ainda não temos provas de valores, apenas especulações. A mãe, no entanto, confirmou a negociação e disse que passava por dificuldades financeiras. A mulher que a acompanhava na Maternidade Cândido Mariano era quem ficaria com a criança", afirmou a delegada.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher de 38 anos combinou de entregar a filha recém-nascida para a outra mulher de 27 anos cuidar. A mãe alegou que não tinha condições de criar a filha e, por isso, doaria para a amiga.
A denúncia de doação ilegal chegou até o setor psicossocial da maternidade, que acionou a polícia. Investigadores foram até o hospital, onde conversaram com a mãe da criança.
A mulher disse que passou por dificuldades financeiras durante a gestação e que cogitou a possibilidade de doar a filha para a amiga e o mardo dela, porque o casal teria melhores condições de criação.
A mãe afirmou ainda que os pertences da criança, como roupas, berço, cômoda e fraldas, estavam na casa da suposta mãe adotiva e que o combinado era ela e a recém-nascida passarem um tempo morando com o casal até que a mãe decidisse se realmente doaria a criança ou não.
Os policiais encontraram mensagens de WhatsApp no celular da acompanhante parabenizando-a como mãe, o que levou a entender que a criança seria entregue à mãe adotiva. Ela foi levada para a delegacia, onde prestou depoimento.
A mãe da criança ficou na maternidade porque não foi liberada pelos médicos. O caso foi registrado como prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante pagamento ou recompensa.




