O modelo de gestão prisional que tem dado certo é baseado em trabalho, religião e disciplina. Lá eles trabalham o dia todo nas oficinas de artesanato, padaria, cozinha, serralheria e marcenaria.
Os detentos também estudam e fazem cursos profissionalizantes. Nos horários livres, eles vão para a quadra de esportes para tricotar peças como tocas de bebê, caminhos de mesa, tapetes… O trabalho reduz tempo na pena.
E presos não ficam trancados em celas. Aliás, quando chegam na prisão eles recebem um tratamento completamente diferenciado. “No portão a gente tira as algemas, a roupa laranja, levanta o queixo dele e fala: olha reto!… Borracha e paulada na cabeça não deu conta de resolver. Esse método é um novo pacto”, disse ao O Globo Eurípedes Tobias, o diretor da APAC Associação de Proteção e Assistência a Condenados de Paracatu.
Mas não é qualquer preso que entra lá: tem que ter cumprido parte da pena em outra cadeia, com bom comportamento, e assinar um compromisso de seguir normas rígidas de disciplina.O presídio de Paracatu fica num prédio moderno construído e mantido pelos próprios presos.
Lá não tem policiais armados e os próprios detentos são responsáveis pela segurança dos outros.Um preso que normalmente custa R$ 4.500 por mês no sistema prisional brasileiro, em Paracatu sai por R$ 915.A instituição prisional funciona em parceria com a Pastoral Carcerária e um grande número de voluntários de Paracatu.




