Detentas costuram 2 mil lençóis para Hospital de Câncer de MS

'Bom saber que estou ajudando outras pessoas'

08.01.2019

Reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino "Irmã Irma Zorzi" (EPFIIZ), em Campo Grande (MS), estão dedicando horas de trabalho diário para atingir uma meta: Confeccionar 2 mil novos lençóis, que irão atender leitos do Hospital de Câncer Alfredo Abraão, na capital.

A iniciativa é uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Rede Feminina de Combate ao Câncer e o Hospital de Câncer Alfredo Abraão. A ideia é unir a ocupação produtiva e aperfeiçoamento profissional das detentas.

Há cerca de 3 meses, nas mãos das internas, tecidos previamente cortados recebem os acabamentos necessários. Os trabalhos integram outra ação que também ajuda pacientes com câncer: a confecção de perucas para mulheres em tratamento.

Atualmente, três custodiadas atuam na produção. Cada 3 dias de serviços, diminui 1 dia da pena, conforme estabelecido na Lei de Execução Penal. Em média, são confeccionados 60 lençóis por semana.

A interna Rosilene da Silva Floriano, de 37 anos, é uma das costureiras. Há 9 meses ela trabalha com a confecção das perucas e agora está empenhada na costura dos lençóis. Ela revela que não sabia nada sobre costura, e aprendeu as técnicas todas no estabelecimento penal.

“Achei ótimo, é uma nova profissão que estou aprendendo e posso ter lá fora”, comemora.

Natural de Santa Catarina, Elaine Soares Matias, de anos 52 anos, é outra detenta companheira de Rosilene na oficina há 2 meses, e vê o trabalho como uma forma de contribuir.

“Para mim, é bom saber que estou ajudando outras pessoas e, ao mesmo tempo, estou diminuindo minha pena”, afirma.
A representante da Rede Feminina, Dirce da Silva Ramos, que semanalmente vai até a unidade prisional acompanhar os trabalhos, comenta que, inicialmente a proposta seria de mil unidades a serem produzidas no presídio, mas foi preciso refazer os cálculos e dobrar a produção.

"Necessitamos destes materiais e encontramos aqui no sistema penitenciário o apoio que precisamos".

A Agepen realiza outros projetos que, segundo a instituição, beneficiam a população fora dos muros da prisão, como obras em prédios públicos, hortas sociais, fabricação de brinquedos e de cadeiras de rodas.

Fonte: G1/MS

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