A corrida eleitoral do próximo ano em Mato Grosso do Sul promete ser um marco significativo na política do estado, trazendo uma transformação notável no cenário dos secretários do Governo Estadual. Até o momento, pelo menos quatro secretários demonstraram interesse em se licenciar dos seus cargos em busca de novas oportunidades na arena política, principalmente visando as eleições.
Começando com Eduardo Rocha, atual chefe da Casa Civil e representante do MDB, ele está se preparando para deixar seu posto a fim de redirecionar sua trajetória política e concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. O político, que já conquistou uma cadeira em 2018, permaneceu na Assembleia até 2021, quando foi nomeado para o cargo de Secretário de Governo sob a gestão de Reinaldo Azambuja. Vale ressaltar que Rocha ficou de fora da disputa eleitoral em 2022, dedicando-se exclusivamente a apoiar a candidatura de Eduardo Riedel.
Outro nome que está surgindo como forte candidato é Marcelo Miranda, atual Secretário de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania. Miranda já possui experiência em eleições, tendo disputado o mesmo cargo em 2022, onde obteve 11.029 votos e terminou sua jornada como segundo suplente pelo PSDB. Com a sensação de que o cenário atual pode abrir novas portas, o secretário está determinado em retomar sua candidatura, o que amplia as expectativas sobre sua atuação.
Adentrando no campo ambiental, Jaime Verruck, Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, também é um dos que devem se afastar para buscar novos desafios eleitorais. Verruck teve seu nome cogitado para uma possível candidatura ao Senado, mas, por enquanto, ele direciona suas aspirações para a disputa de uma vaga como deputado federal. O secretário é filiado ao PSD, porém enfrenta um dilema: o partido pode não formar uma chapa competitiva para a federal, fazendo com que ele considere a possibilidade de se filiar ao Partido Progressista, a sigla do atual governador.
Por fim, não podemos deixar de mencionar Hélio Daher, Secretário de Educação, que também está atento ao que as eleições vindouras podem oferecer. Apesar de ainda não ter oficializado sua intenção de candidatura, Daher tem realizado visitas a diversos partidos políticos, avaliando as possibilidades de filiação e alguma possível candidatura no cenário legislativo.
As movimentações previstas para o próximo ano refletem não apenas os interesses de cada secretário, mas também uma mudança significativa na política estadual. A saída de figuras prominentemente ligadas ao governo para concorrer em diferentes frentes gera um enredo intrigante em meio à tradicional base de apoio do governador.
Assim, Mato Grosso do Sul se prepara para um novo ciclo, em que a participação ativa e a disputa de ideias podem moldar o futuro político do estado. A expectativa acerca dos próximos passos desses secretários é alta, e as eleições de 2026 revelam-se como uma oportunidade para novos líderes emergirem, trazendo inovações e propostas que atendam às demandas da população. Enquanto isso, a atenção da sociedade se volta para os desfechos das futuras candidaturas e para o impacto que essas mudanças terão na gestão pública e nas políticas adotadas para o bem-estar da população sul-mato-grossense. Com um clima de renovação no ar, a política de Mato Grosso do Sul promete estar mais viva do que nunca, com promessas de novos rostos e ideias que podem fazer a diferença.




