Pesquisa coloca Soraya Thronick em último lugar em todos os cenários na disputa para senador

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Em quatro cenários, a pesquisa do Instituto Ranking, realizada no período dos dias 1 a 6 deste mês com 3 mil eleitores de 30 municípios, aponta o ex-governador Reinaldo Azambuja, com filiação agendada para o PL, eleito, em 2026, para representar Mato Grosso do Sul no Senado Federal. Embora apareça em segundo lugar em todos os cenários, a reeleição do senador Nelsinho Trad (PSD) estaria ameaçada com avanço do Capitão Contar (PRTB), um bolsonarista da extrema-direita.

Com este quadro, o Estado levaria hoje para o Senado dois bolsonaristas. Já a senadora Soraya Thronick (Podemos) foi a grande decepção da pesquisa. Ela ficou em último lugar em todos os cenários, depois de uma vitória meteórica em 2018, quando surpreendeu nas urnas com expressiva votação surfando na onda do bolsonarismo. No decorrer do mandato, ela rompeu com o então presidente Jair Bolsonaro (PL), chegando a concorrer a Presidência da República, em 2022. Perdeu feio.

Se as eleições fossem hoje, no primeiro cenário, Azambuja carimbava o seu passaporte para o Senado com 26% das intenções de voto e Nelsinho Trad seria reeleito com 16%. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), receberia 11% das intenções de voto, seguido de perto pelo deputado federal Vander Loubet (PT) com 10%. Claro e Vander estariam tecnicamente empatados, levando em consideração a margem de erro de 1,8 pontos porcentuais para mais ou para menos. Vander é hoje a grande aposta dos petistas para uma vaga no Senado. Já Soraya obteve apenas 1% de citação. Mas 36% anulariam ou votariam em branco, além dos indecisos.

No segundo cenário, com deputado federal Marcos Pollon (PL) no lugar de Gerson Claro, não mudaria a tendência do eleitor. Isto porque Azambuja continuaria sendo o preferido do eleitor com 26,30 das intenções de voto e Nelsinho com 16,40%. Vander ficaria em terceiro com 11,20% e Pollon conquistaria hoje 9% dos votos. Soraya ficaria estacionada na lanterninha com 1,10%. Já 36% dos eleitores manifestaram a intenção de votar em branco, anular e dentro deste índice encontram-se, também, os indecisos.

Já no terceiro cenário, com a entrada do Capitão Contar e da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), nos lugares de Vander e Pollon, a situação aperta para Nelsinho Trad. A pesquisa o mantém na segunda colocação com o Capitão Contar na cola ameaçando a sua reeleição.

O ex-governador Reinaldo Azambuja estaria com a primeira vaga para senador garantida, se as eleições fossem hoje. Ele seria eleito com Azambuja preferido por 26,30% dos eleitores para representar o Estado no Senado. E neste cenário, Nelsinho receberia 16,40%. Mas vê no retrovisor Contar com 13,10%. Diante desse quadro, os dois estariam tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga. Esta pequena diferença não dá pra cravar com quem ficaria a vaga.

Simone, que já foi senadora e até candidata a presidente da República, em 2018, e depois virou aliada do presidente Lula, estaria longe de uma vaga ao Senado. Ela teria hoje apenas 6% das intenções de voto e Soraya continuaria amargando a última colocação com 1,20%. Os indecisos, aqueles com intenção de anular ou votar em branco, atingem 37%.

No quarto e último cenário, a pesquisa mostra a força da direita na disputa para o Senado. Dos cinco nomes colocados como opções para o eleitor, três da direita despontam na pesquisa. O destaque fica para a vice-prefeita de Dourados e esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), Gianni Nogueira (PL). Ela apareceu em terceiro lugar e na frente de Simone Tebet com 10,40% das intenções de voto. A liderança continuou com Azambuja (26,20%) e Nelsinho na segunda colocação com 16,80%. Simone ficou 6,30% e Soraya se manteve em último lugar com 1,10%. Os eleitores com a intenção de votar em branco, anular o voto e os indecisos somam 39,20%.

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