Linha de crédito do FCO oferece R$ 204 milhões para empresários

06.05.2020

Publicada na edição desta terça-feira (5) do Diário Oficial do Estado deliberação que aprova R$ 204 milhões em crédito destinado a empresas de Mato Grosso do Sul. A linha é emergencial considerando o período difícil enfrentado pelas empresas em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O crédito é destinada ao setor produtivo e oferece condições como taxa de juros a 2,5% ao ano.

Conforme a deliberação, publicada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF) definiu os critérios e procedimentos para a concessão de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). A linha emergencial é destinada a atender os setores produtivos, industrial, comercial e de serviços dos municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Poder Executivo. 

A deliberação entra em vigor na data de sua publicação, com vigência a partir de 30 de abril de 2020. De acordo com o titular da Semagro, Jaime Verruck, a medida adota taxas especiais e a intenção é de que a instituição financeira acelere o processo de liberação dos recursos.

“No âmbito do CEIF, já havíamos aprovado uma série de medidas emergenciais para atender às necessidades, especialmente do setor empresarial, e amenizar as perdas em decorrência da pandemia. São R$ 204 milhões disponíveis para crédito com taxas especiais, para capital de giro dissociado, despesas com folha de pagamento e até mesmo investimentos emergenciais. Com isso, esperamos que o Banco do Brasil agilize o processo para liberação desses recursos para os empresários”, disse Verruck.

A nova linha de  financiamentos vai utilizar os recursos já disponíveis para o FCO não rural, e poderá ser utilizada para capital e giro, em despesas de custeio, como salários e demais despesas do setor empresarial. 

O limite oferecido é de R$ 100 mil por beneficiário ou como investimento, com teto de R$ 200 mil por contratante. A taxa de juros será de 2,5% ao ano, com 24 meses para pagamento e carência de até dezembro de 2020. 

A deliberação também traz a prorrogação e suspensão das parcelas de contratos vigentes no FCO Empresarial e Rural. 

Fonte: Correio do Estado

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