Jovem saudita que fugiu da família ganha status de refugiada

09.01.2019

A jovem saudita de 18 anos que fugiu da família e se recusou a deixar um hotel de trânsito no aeroporto de Bangcoc (Tailândia) ganhou o status de refugiada da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo informações do governo australiano divulgadas pela BBC.

Rahaf Mohammed al-Qunun teme ser morta por sua família porque ela renunciou ao Islã. Ela estava de férias com a família no Kuwait quando fugiu.

A jovem tinha a intenção de ir para a Austrália, onde esperava pedir asilo, em um voo com conexão em Bangcoc. No domingo (6), ao desembarcar no aeroporto de Suvarnabhumi, a jovem diz que teve seu passaporte apreendido por um diplomata saudita.

As autoridades de migração tailandesas queriam levar Rahaf de volta para o Kuwait, onde sua família se encontra. Na segunda-feira (7), porém, ela se recusou a embarcar e se trancou em seu quarto de hotel no aeroporto. Seu caso chamou atenção internacional depois que ela pediu ajuda pelo Twitter.

Ainda segundo relato da BBC, a agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) enviou o caso para o governo da Austrália, que estuda o pedido de asilo.

Mulheres na Arábia Saudita
A Arábia Saudita impõe uma série de restrições às mulheres, que vivem sob o "sistema de tutela masculina", em que o pai, irmão, marido ou filho têm autoridade para tomar decisões importantes em nome delas.

Por que desobedecer o pai pode render cadeia às mulheres na Arábia Saudita
A mulher saudita precisa obter aprovação de um parente do sexo masculino para solicitar passaporte, viajar para fora do país, estudar no exterior com uma bolsa do governo, se casar, deixar a prisão ou até mesmo sair de um abrigo para vítimas de abuso.

Recentemente, o reino conservador fez algumas concessões ao liberar a prática de esportes para meninas em escolas públicas, permitir que mulheres assistissem a jogos de futebol nos estádios ou suspender lei que impedia as mulheres de dirigir.

No entanto, o sistema de tutela masculina, segundo os especialistas, é o principal obstáculo à participação das mulheres na sociedade e na economia.

Fonte: G1

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