Em troca de olhares, arara não resiste e encara fotógrafo que esperou uma hora para fazer registro na capital

30.11.2019

Um fotógrafo esperou cerca de uma hora na tarde desta quinta-feira (28) para fazer o registro de uma arara canindé, que estava no conforto de casa e que só pelo olhar, não queria ser incomodada e muito menos, sair do topo do coqueiro, localizado na avenida Hiroshima, região norte de Campo Grande.

De acordo com o fotógrafo, André Bittar, de 27 anos, especialista em fotografar a vida selvagem, a ave ao notar que era observada, timidamente decidiu ceder e, na sequência, sair do ninho e posar acompanhada para novas imagens.

"Literalmente era uma troca de olhares. Ela começou me encarar e, depois decidiu ceder. Imagino que ela realmente sabe que é bonita e por isso caprichou nas poses", brinca.

Segundo Bittar, no local que foi feito o registro, há vários ninhos de araras. Ele conta que a canindé que estava sozinha no coqueiro, chegou a brincar de sair e se esconder durante o ensaio fotográfico. Para conseguir fazer registro de outras aves, permaneceu no local por mais de três horas.

Em outrubro, o fotógrafo flagrou 23 andorinhas tomando "banho de chuva" em uma pousada localizada em Miranda, no Pantanal sul-mato-grossense. Ao todo, foram 72 cliques até ele chegar à imagem, em que os pássaros sobrevoam e aproveitam uma cerca e no lugar "se deliciam" com a chuva, a segunda após um período de estiagem e combate a incêndios na região.

"Naquele momento algo mágico começou a acontecer. Parece que é um lance entre elas, uma brincadeira", contou Bittar, que esperou 50 minutos para fazer o clique. Na ocasião, ele diz que colocou uma toalha para não molhar a máquina fotográfica e observou o momento em que várias andorinhas chegaram à pousada, algo difícil de acontecer, segundo o profissional.


Com 8 anos de experiência na área, o fotógrafo conta que fica muito feliz ao presenciar uma transformação diária na natureza. "Acho que é uma foto que conta muito. Este é o meu primeiro ano com um trabalho autoral e pretendo ter um documentário registrando a vida selvagem no Pantanal, além de um livro com as minhas imagens. No caso desta fotografia [das andorinhas], não é só estética, mas uma imagem com informação para falar do momento difícil que o Pantanal passou, com tantos focos de incêndio. Eu também vejo as flores pela manhã e, durante a tarde, o verde é ainda mais verde", contou.

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