O assunto não é nenhuma novidade, mas ganhou repercussão com o discurso do vereador Marcos Tabosa (PDT), revoltado com o abandono dos bairros de Campo Grande, enquanto isso a prefeitura torrou a vultosa quantia de R$ 60.000.000,00 – isso mesmo: sessenta milhões de reais – em publicidade e propaganda, nos últimos 5 anos.
Durante sua fala, o vereador usou para ilustrar o desrespeito e a má utilização dos recursos públicos a ponte de acesso ao Bairro Santa Emília, que está caída faz muito tempo. “Enquanto os moradores do Santa Emília aguardam solução para o problema da ponte caída, a prefeitura gasta R$ 60 milhões em publicidade”, disse o vereador, que ainda registrou o fato de a travessia estar interrompida há um ano.
Citando como fonte de sua denúncia o portal Diário MS News, Marcos Tabosa afirmou que no relatório de gastos com propaganda por parte da Prefeitura de Campo Grande merecem ser analisadas à luz da Justiça. Os gastos estão mencionados nos processos que seguem na 053ª Zona Eleitoral (0600471-62.2020.6.12.0053 e 0600469-92.2020.6.12.0053).
Veja os processos na integra nos links:
https://drive.google.com/file/d/1HMY4zJB9h0vRni1tKXrtgw66yCl_exnh/view
https://drive.google.com/file/d/1cdsLgLnaoXT2uHY4Eq89vAK_VR5wiwj4/view
ANOS E VALORES
2017: R$ 11.187.264,67
2018: R$ 967.994,53
2019: R$ 19.289.597,17
2020: R$ 17.058.718,17
2021: R$ ?: (valor deve ficar na média dos últimos anos)

Confira no Portal de Transparência da Prefeitura municipal de Campo Grande:
https://transparencia.campogrande.ms.gov.br/
Indignado com a farra da publicidade, o vereador questionou a administração municipal que alega falta de recursos para enviar à Câmara o projeto criando Plano de Cargos e Carreira dos servidores da Secretaria de Assistência Social.
“Para gastar R$ 60 milhões em publicidade a prefeitura tem recursos, mas para enviar o PCC da SAS à Câmara, a prefeitura não tem, assim como alega não ter recursos para investir em melhorias na Saúde, nas UPAs e nas UBSs, que estão um verdadeiro lixo”, frisou.
Marcos Tabosa ainda elencou como obras necessárias para melhores condições de vida aos campo-grandenses e que não são executadas pelo município “por falta de recursos”, as reformas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e o estabelecimento de uma política de execução de pequenos serviços nos bairros da periferia da cidade que estão totalmente esquecidos pela administração municipal.
SAÚDE
Outra reclamação constante da população se refere aos serviços oferecidos pela municipalidade nas UPAs e postos de saúde espalhados pelos bairros da Capital. O descontentamento é geral.
Assim como a humanização do transporte coletivo, a oferta de serviços de saúde com um mínimo de respeito à dignidade do cidadão também foi proposta de campanha de Marquinhos Trad quando buscaram a reeleição no pleito de 2020.
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nomes que substituíram os antigos “postos de saúde”, o atendimento é precário e filas são formadas já no início da madrugada por pessoas desesperadas em busca de atendimento médico especializado.