Ciclista fala sobre a importância da representatividade feminina no Mountain Bike

08.03.2019

O MTB (Mountain Bike) é uma das modalidades de ciclismo em maior ascensão no Brasil, mas assim como em outros esportes que envolvem preparo físico e treino, o machismo é obstáculo presente. Apesar do crescimento de mulheres inscritas em competições, a grande massa entre federados ou não, ainda é representada por homens.

Recentemente, o Campo Grande News publicou uma reportagem sobre de um evento que ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde um grupo feminino resolveu não se inscrever após tomar conhecimento do valor da premiação, que seria inferior ao valor pago para homens. “O rendimento precisa ser igual que o do homem, então porque o valor é menor?", questionaram na ocasião.

Deisinara Shulz é uma ciclista residente em Nova Andradina, que já participou de diversas competições de Mountain Bike em várias regiões.

Ela que morava em Santa Helena (PR), pedala desde 2012 e contou ao Nova News que começou a pedalar por hobby. “Lá em Santa Helena não tinha essa cultura de pedalar em competições, hoje em dia que estão criando campeonatos que incentivam a modalidade”, relatou.

Deisinara afirmou que o seu interesse pelo esporte aumentou quando se mudou para Nova Andradina. “No início eu pedalava por brincadeira, ia devagar, tirando foto, porque na minha região é comum o cicloturismo. Até que entrei em um grupo de ciclismo de Nova Andradina e minha relação com a bike foi ficando mais séria e as pedaladas mais frequentes,” afirmou.

O Nova News perguntou para a ciclista se ela já sofreu com algum comentário machista em algumas das competições e ela respondeu de forma categórica:“Muitas vezes escutei ciclistas dizendo que eu pedalo como homem, como se o fato de ser mulher fosse um determinante negativo no meu rendimento. É como se esperassem de mim muito menos. Nova Andradina em si é uma cidade machista e no esporte não é diferente. Mas apesar disso, os organizadores de eventos no município estão buscando incentivar a vinda e participação das mulheres, principalmente em relação aos prêmios, ”disse.



“É necessário abrir caminhos e lutar por essa visibilidade. Não queremos que nos vejam como ‘mulheres que pedalam ou praticam certos esportes como homens’, mas sim como mulheres que enfrentam forças contrárias e permanecem firmes. Nós somos mulheres que lutam, pedalam e fazem tudo como mulheres,” finalizou.

Fonte: Nova News

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