Dia Internacional da Dança, 29 de abril, conheça essa Cia de Dança de fronteira Brasil/Bolívia, que leva para o mundo o nome do Pantanal

Companhia retém e atrai profissionais de outros estados e até países

Criada em 2017, na cidade de Corumbá/MS, a Cia de Dança do Pantanal tem o intuito de proporcionar acesso e oportunidade à profissionalização de bailarinos oriundos de projetos sociais sul-americanos, além de representar o território pantaneiro e divulgar a dança com repertórios que incluem peças neoclássicas e contemporâneas, criadas por coreógrafos nacionais e internacionais.

Atualmente com 10 bailarinos, o grupo é formado por seis integrantes nascidos em Corumbá e egressos do programa de formação do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, além de quatro vindos de outras localidades, sendo elas Viçosa – Minas Gerais, São José do Rio Preto – São Paulo, Recife – Pernambuco e Mar del Plata – Argentina. Como mestres de ballet, a Cia. conta com os profissionais cubanos, de Camagüey, Mayda Rivero e Rolando Candia.

Ao mesmo tempo em que busca dar sustentabilidade ao Instituto Moinho Cultural Sul-Americano – IMC (ONG proponente e fundadora da Companhia), o grupo também se propõe a explorar e focar em seus trabalhos um dos biomas mais preciosos da Humanidade, o Pantanal, que se estende pelo Brasil, Bolívia e Paraguai, países que têm o estado de Mato Grosso do Sul como adjacente e é considerada a maior área inundável do planeta.

“A Companhia de Dança do Pantanal é um espaço onde artistas locais, nacionais e internacionais, formados com um alto grau de conhecimento técnico, artístico e profissional nos padrões internacionais, se preparam para se apresentar e representar Corumbá/MS e o Brasil dentro e fora do país para um público cada vez mais exigente de qualidade, excelência e grandeza no Brasil e no mundo”, explica Márcia Rolon, bailarina e fundadora e diretora do Moinho Cultural e Companhia de Dança.

Neste período de pandemia, a Cia continua seus ensaios e estudos regulares, alguns meses mantiveram apenas encontros online, e desde o mês março retomaram as atividades presencialmente, tomando todos os cuidados e orientações de biossegurança.

Como mantenedor, a Cia conta com o Instituto Cultural Vale como grande patrocinador e incentivador, além de doações e apoios por meio do Instituto Moinho Cultural. A dança é um dos destaques entre os mais de 150 projetos patrocinados, criados ou apoiados pelo Instituto Cultural Vale para execução 2021, que, juntos, somam mais de R$154 milhões. Destes, são destinados mais de R$8,5 milhões pela Lei Federal de Incentivo à Cultura a oito iniciativas como espetáculos, festivais e escolas de formação pelo Brasil.

“O Instituto Cultural Vale recebe os projetos de dança com extrema satisfação. Apoiamos as mais diversas formas de expressão cultural do nosso povo e não poderia ser diferente. A dança, enquanto movimento, é uma das expressões mais fortes do nosso corpo. Ao lado da voz, tem a capacidade de traduzir a cultura de um povo, sua arte e sua estética. Ampliamos nossas linhas de patrocínio à arte da dança por acreditarmos em seu valor, em seu potencial de encantamento e, também, na sua capacidade de ampliar os horizontes das pessoas. Esperamos que este seja o começo de uma longa parceria com os produtores culturais do setor”, afirma Christiana Saldanha, gerente do Instituto Cultural Vale. 

Cia apresenta Carne Quebrada nesta sexta-feira, 30

Próxima apresentação da companhia será sexta-feira, dia 30 de abril, as 16h de MS, no canal do youtube https://www.youtube.com/channel/UCLq5EXr1orgvK1H3SzSmo2g .
“Carne Quebrada” tem o intuito de mostrar que o heteronormativo apostou que não teríamos o que dizer com nossos corpos e corporeidades. Mostrando que vivemos em uma realidade que necessita expor as atrocidades, mostrar por meio delas que somos vozes orquestradas para a mudança. Essa ação dançada por mulheres e homens negros, brancos e bugres que trazem em comum a insurgência desses grupos subalternizados, mostrando o individualismo em conjunto com a unidade.


O espetáculo é inspirado na obra mais famosa de Júlio Ribeiro, “A Carne”, publicada há mais de cem anos, em 1888, sendo considerado um dos romances mais ousados e curiosos do naturalismo brasileiro.

Sobre o Instituto Moinho Cultural

Localizado em Corumbá-MS há 16 anos, o Instituto é uma Organização Não Governamental que oferta para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social de Corumbá, Ladário, Puerto Suarez e Puerto Quijarro, aulas de dança, música, tecnologia e informática; o serviço de convivência e fortalecimento vínculo entre instituição, família, escola e participante, além da formação de intérpretes criadores para jovens e adultos, com a companhia de dança, núcleo de tecnologia e orquestra. Sua missão é diminuir a vulnerabilidade social na região de fronteira Brasil-Bolívia, por meio do acesso à bens culturais e tecnológicos.

Conta com o patrocínio master da Vale, patrocínio do Itaú Social, Hinove, VISA, BTGPactual, BRINKS, parceria J.Macêdo, SESC, apoio Ambev Voa, Cielo, parceria institucional Prefeitura de Corumbá, Prefeitura de Ladário, Prefeitura de Puerto Suárez, Prefeita de Puerto Quijarro, Instituto Homem Pantaneiro, IFMS, UFMS, Acaia Pantanal e outros doadores pessoa física e jurídica.

Em 2020 o Moinho foi reconhecido pelo Instituto Doar com o Selo A, qualificando-se como organização certificada. Este reconhecimento legitima e destaca o profissionalismo e transparência da ONG, tendo como objetivo incentivar ainda mais a cultura de doação.

Serviço: Interessados em conhecer mais sobre o trabalho do Moinho Cultural e Cia de Dança acesse o site www.moinhocultural.org.br ou as páginas do instagram @moinho_cultural e @ciadedancadopantanal. Para doações acesse diretamente o www.moinhocultural.org.br/abrace-o-moinho ou o PIX: 05420357000142.

Sobre o Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 150 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: institutoculturalvale.org 

Texto: Karine Dias
Fotos: Pedro Cleve

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