Com apoio da tecnologia, servidores da Agepen interceptam materiais ilícitos em pertences e arremessados em presídios de MS

Diversas têm sido as técnicas utilizadas por indivíduos para burlarem a segurança dos estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul. Arremessos, esconderijos em diferentes pertences como alimentos, roupas, colchões e produtos de higiene são as mais utilizadas.

É o que demonstra um balanço das últimas apreensões em unidades penais masculinas de regime fechado de Campo Grande, Dourados, Paranaíba e Três Lagoas.

No maior presídio do estado – a Penitenciária Estadual de Dourados (PED), somente no início de maio, foram apreendidos cerca de 300 gramas de entorpecentes, entre substância análoga à maconha e cocaína, além de papelotes de K4.

Em Dourados, droga k4 foi encontrada durante revista de pertences escondida em roupas

Popularmente conhecida como maconha sintética, a K4 é formada por substâncias que simulam ou têm uma reação muito parecida com o THC, que é o princípio ativo da droga, porém, muito mais potente. Na forma líquida, ela é borrifada em pedaços de papel na tentativa de burlar a vigilância dos agentes penitenciários.

Foram interceptadas drogas escondidas em remédios

O flagrante aconteceu durante entrega de pertences na unidade penal, com drogas escondidas em roupas, remédios e fumo. Ao todo, seis visitantes foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil do município.

O diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, destaca que nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul é realizado um intenso trabalho de fiscalização pelos servidores penitenciários.

“Para aprimorar ainda mais, contamos com tecnologia de ponta como os escâneres corporais, sistema de videomonitoramento, portal de Raio-X e scanners de bagagem na revista de objetos, além de um importante trabalho de inteligência penitenciária integrado com outras forças da segurança pública”, reforça o dirigente.

Tecnologia

Por meio do Fundo Penitenciário Nacional, na modalidade de repasse fundo a fundo, foram adquiridos 36 equipamentos de Body Scan e instalados nos maiores presídios do estado, possibilitando uma inspeção mais eficaz nas pessoas que adentram as unidades prisionais.

Além disso, estão em fase de aquisição mais dez scanners de bagagem, dois detectores de metal do tipo portal, além de equipamentos para Sistema de Circuito Fechado de TV para seis unidades penais.

Interceptação

Em Paranaíba, em um mês foram interceptados cerca de dois quilos de entorpecentes arremessados pela muralha do estabelecimento penal masculino de regime fechado do município.

Servidores de Paranaíba interceptaram diversos materiais ilícitos no último mês

De forma inusitada, os servidores encontraram um pedaço de madeira, com cerca de 80 centímetros, recheado de materiais ilícitos em meio a um carregamento de carga de paletes, após a revista de rotina (foto capa). Um interno que realiza o trabalho extramuros, com autorização judicial, assumiu a propriedade do material.

Os servidores procederem o objeto ao aparelho de Raio-X e verificaram os materiais ilícitos escondidos como dois celulares, dois fones de ouvido, dois cabos USB e dez tabletes de substância análoga à maconha.

Após a apreensão, os agentes analisaram as imagens das câmeras de segurança e verificaram a aproximação de dois indivíduos em uma moto, um dia antes do descarregamento do material, e jogaram a madeira próxima à unidade penal. O reeducando foi encaminhado à cela disciplinar como medida preventiva e responderá Procedimento Administrativo Disciplinar.

No Centro de Triagem “Anísio Lima”, na capital, os agentes encontraram entorpecentes escondidos em sabonetes. Ao todo, foram encontradas sete porções de cocaína, pesando cerca de 53 gramas. O material foi encontrado durante a revista dos pertences e a visitante autuada em flagrante.

Já na Penitenciária de Três Lagoas (PTL), substância análoga à maconha foi apreendida em meio à erva de tereré, durante entrega de pertences, no último mês.

A visitante foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil do município para registro de ocorrência e providências cabíveis. O detento foi para cela disciplinar e um Procedimento Administrativo Disciplinar (Padic) foi instaurado.

“Essas apreensões têm se tornado possíveis graças ao empenho de toda a equipe de servidores penitenciários”, parabenizou o diretor da PTL, Raul Augusto Aparecido Sá Ramalho.

Tatyane Santinoni, Agepen

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