Caixa com lápis de madeira carbonizada é vendida a R$742.997,00, o mesmo número de focos registrados no Pantanal em 2020

Ação se trata de campanha do Instituto Homem Pantaneiro – IHP para retomar os olhares do mundo para a proteção da Serra do Amolar e os trabalhos de prevenção contra o fogo

Qual o valor máximo de uma caixa de lápis de madeira? E se a fabricação fosse com a madeira carbonizada no Pantanal em 2020? Essa é a proposta do Instituto Homem Pantaneiro – IHP, que colocou à venda na última sexta-feira, 09 de abril, uma caixa de lápis exclusiva, produzida com madeira carbonizada no Pantanal. A ação de conscientização chama a atenção pelo valor, R$742.997,00, que corresponde ao número de focos registrados o ano passado. É isso mesmo, foram 742.997 focos de calor no Pantanal só em 2020. A ação ainda conta com a participação do artesão Marcello Sellan, responsável pela criação da caixa e dos lápis.

A ação, criada em parceria com a agência Talent Marcel e a produtora Sugarcane Filmes, abre espaço para reflexão sobre o valor inestimável das perdas significativas e pede doações para que Instituto, sem fins lucrativos, continue o trabalho de preservar e recuperar a Serra do Amolar e região. Botão de doação de qualquer valor, também está disponível em site. “O assunto de queimadas se tornou banal, acontece todos os anos, as pessoas já não se sentem tocadas. Por isso essa ação, para colocar um foco nesse assunto, e aumentar a visibilidade do problema”, comenta Danilo Carvalho, criativo da Talent Marcel.

A média anual de queimadas ocorridas no Pantanal costuma ser 8% da sua área total. Em 2020 esse percentual foi para 30% de sua totalidade. Só a região da Serra do Amolar, foi atingida de forma intensa em quase sua totalidade, sendo quase 90% da sua área queimada.

Segundo a UNESCO, o Pantanal é extremamente importante para a conservação da diversidade biológica e seus diversos habitats e compreendem cerca de 80 espécies de mamíferos, 650 espécies de aves, 50 de répteis e 300 de peixes. A biodiversidade e o potencial de conservação foram os motivos decisivos para que a UNESCO concedesse o título de Reserva Biosfera e de Patrimônio Natural da Humanidade às áreas do Parque Nacional e da Serra do Amolar.

“Essa campanha chega em um momento importantíssimo de um processo de regeneração, restauração e adaptação de uma região que foi violentamente atingida pelo fogo, onde grande parte das áreas ainda ressentem da violência e da forma perversa como que o fogo atravessou. Essa região da Serra do Amolar, no Alto Pantanal, ela expressa efetivamente uma das paisagens mais fantásticas, não só do Pantanal, mas do Centro Oeste, onde um conjunto de ambientes, externa aquilo que compõe a sacralidade da natureza em seu ápice de beleza e encantamento,” avalia o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

O Alto Pantanal representa um dos últimos ecossistemas naturais bem conservados do Mundo. Uma iniciativa que reúne instituições e pessoas físicas que atuam na região pantaneira, como funcionários públicos, pesquisadores, empresários e a própria comunidade local para, em conjunto, gerar uma grande área de produção de natureza nesse bioma. Um conjunto de importantes áreas protegidas, públicas e privadas, totalizando quase um milhão de hectares entre o Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso, e que abre a perspectiva de ações de desenvolvimento local, majoritariamente através do ecoturismo, envolvendo a geração de oportunidades de negócios e de renda local. Este projeto é uma proposta não apenas de uma instituição, mas de uma região que pede ajuda.

Serviço: Na última sexta-feira, dia 09 de abril, o Instituto Homem Pantaneiro-IHP, lançou campanha de venda de uma caixa de lápis de madeira carbonizada no Pantanal. A mesma está anunciada no valor de R$742.997,00 e foi produzida pelo artesão Marcello Sellan. Mais informações no site www.oslapisdasqueimadas.com.br e no instagram @ihp_pantanal_.

Fonte: Karine dias

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