Vereador Ronilço Guerreiro é destaque em matéria da Folha de S. Paulo sobre taxação dos livros

O vereador Ronilço Guerreiro foi destaque em matéria do jornal Folha de S. Paulo sobre a discussão que a Receita Federal abriu na última semana sobre a tributação de livros não-didáticos. Guerreiro afirma que ao invés de democratizar o livro, essa ideia de aumentar o valor vai afastar cada vez mais as pessoas do saber.

“Não concordo com essa afirmação da Receita de que só rico lê livros e por isso precisa ser taxado. As pessoas gostam muito de leitura, o que acontece é que muitas vezes elas não têm acesso às obras e esse é o meu desafio, transformar Campo Grande numa cidade de leitores e por isso mantenho e estou ampliando vários projetos”, comentou Guerreiro.

Na matéria da Folha, a reportagem buscou personalidades e leitores que defendem o incentivo à leitura e Guerreiro falou sobre como se apaixonou pelos livros. “Aprendi a gostar de ler através dos gibis e hoje sou um apaixonado por viajar através dos livros. Adoro o cheiro, gosto de manusear as obras e sei que as pessoas mais humildes gostam também, afinal as estantes que mantemos nos terminais precisam de reposição quase que diariamente, pois os usuários levam os livros para ler no ônibus ou em casa”.

Veja abaixo o depoimento do vereador ao jornal:

Eu sou um apaixonado pela leitura e sei que o livro é capaz de mudar a vida de uma pessoa. Não tenho uma história dos meus pais, mas tenho uma doce lembrança da infância, quando brincando num lixão que tinha próximo de minha casa encontrei um gibi do Zé Carioca e ali começou meu amor pelas histórias em quadrinhos.

Sempre digo que o gibi mudou minha vida, me fez sonhar e tenho lutado para conquistar meus sonhos. Me formei em psicologia, virei palestrante e hoje sou vereador por Campo Grande. Tenho um trabalho voltado para educação e cultura. Quero fazer de Campo Grande uma cidade de leitores. O livro não muda o mundo, mas muda as pessoas. Quem muda o mundo são as pessoas e gosto de provocar nelas o sonho adormecido.

Eu sou um cara esquecido. Um dia essa minha mania me rendeu uma história. Deixei um livro no vidro de um carro —todos os livros têm meu telefone. Para minha surpresa, algumas horas depois, recebi uma mensagem que dizia: “Você salvou a minha vida. Estou cheia de problemas, entrei no mercado para comprar uma bebida bem forte, pensava seriamente em tirar a minha vida, mas quando voltei e encontrei o livro que você me deixou, senti no fundo do coração que a vida é feita para ser vivida e quero te agradecer. O livro que deixei foi do Augusto Cury, “Nunca Desista dos Seus Sonhos”, e esse livro salvou uma vida”.

Livros salvam vidas, e por isso quero seguir provocando nas pessoas o amor pela leitura. Não é que as pessoas não gostam de ler, é que muitas vezes os livros não chegam até elas.

Jakson Pereira

Assessor de Imprensa do Vereador

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Leia Também