Receptividade do público com a cultura LGBTQIA+ ganha força com Projeto Sobre(viver)

O projeto Sobre(viver) que levou a cultura LGBTQIA+ para bairros de Campo Grande teve sua última intervenção realizada neste final de semana com participação expressiva de público e participantes.

Depois de ter passado pelos bairro Noroeste e Aero Rancho, foi no bairro Coophavila II que as intervenções receberam seu maior público, tanto de participantes quanto de espectadores, superando as expectativas da organização.

“Desde o início, nosso intuito maior era levar para os bairros e principalmente para as famílias dos artistas a cultura Vogue, LGBT, conscientização e informação. O primeiro evento já foi uma superação por ser novidade e mesmo assim ter uma receptividade muito boa, mas a partir do segundo evento quando o público aumentou, as famílias dos participantes e comunidade estavam em peso, vimos quão é importante esse acolhimento, que muitas vezes não acontece por preconceito, falta de informação e empatia”, destaca Roger Pacheco, professor, coreógrafo e diretor da House of Hands Up MS, coletivo de bailarinos idealizadores do projeto.

Segundo Roger, o público atingido nos 3 eventos contou com cerca de 500 pessoas, que participaram presencial e virtualmente, já que as apresentações foram transmitidas pelas redes sociais. O número de artistas que se apresentaram também foi expressivo. “Contamos com apresentações muito profissionais e tocantes de 50 artistas nas três batalhas realizadas cada uma em bairros específicos da cidade. Para nós é uma conquista muito grande, já que não sabíamos que a cultura Vogue tinha esse número de artistas em Campo Grande”, conta o coreógrafo que explica um pouco sobre o estilo artístico. “Vogue não se resume exclusivamente em dança, também é um estilo de vida, empoderamento, militância, luta contra o preconceito”, relata.

O projeto que é financiado pela lei Aldir Blanc juntamente com a Prefeitura de Campo Grande MS e Sectur, também ofereceu aos participantes workshops com roda de conversa sobre a cultura Vogue e representatividade LGBTQIA+, além de estandes de saúde com informações diversas e testes rápidos para detectar doenças sexualmente transmissíveis.

“Essa parte informativa foi muito produtiva para todos nós, conversando a gente troca experiências, se empodera e também se conhece melhor. Estamos todos muito felizes em ver nossa representatividade ganhando força, as pessoas estão conhecendo um pouco mais sobre nosso estilo de vida, e acredito ser um passo importante para incentivar nossos artistas e diminuir o preconceito com a cultura LGBTQIA+”, analisa Roger.

Para saber mais sobre o projeto Sobre(viver) e a cultura Vogue siga o coletivo Hands Up nas redes sociais, Instagram @handsupms e Facebook Handsupms.

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