Em Campo Grande, GRES Deixa Falar se prepara para Carnaval apesar de futuro incerto em 2021

Meio à pandemia, a Escola frisou que só entrará na avenida quando for disponibilizada a vacina do coronavírus, mas a produção das alegorias já começou

17.01.2021

Janeiro é o mês de acertar os últimos detalhes e finalizar alegorias, ensaios de bateria e desfile quando o assunto é Carnaval. Mas 2021, devido à pandemia do coronavírus e a grande expectativa para uma vacina, é um ano diferente para as Escolas de Samba de Campo Grande. A GRES Deixa Falar contou como tem sido a produção do Carnaval 2021 na pandemia.

O presidente da agremiação, Francis Fabian, frisa à reportagem que a disponibilização da vacina do coronavírus para o Estado será imprescindível para que os foliões comemorem o Carnaval com segurança. Assim como outras capitais com investimentos importantes e de peso na festa, como Rio de Janeiro e São Paulo, ainda há dúvidas e as datas são incertas.

“A gente ama o carnaval que ama fazer. Carnaval é aglomeração, alegria, gente. Não se pode pensar em se fazer nada antes das vacinas. Ficamos preocupados com o tempo hábil para se fazer. Carnaval em 2021 é uma utopia. São Paulo, Rio com dúvidas. Se tivermos um Carnaval, terá que ser para celebrar a vida”, explica Fabian.

Apesar das incertezas, a caçula das Escolas de Campo Grande continuou com o planejamento do samba-enredo e alegorias propostos com o tema do Carnaval 2021, mesmo que com ritmo mais lento. Até o momento não há sinal de verbas ou possibilidade de fazer eventos para arrecadar fundos, que normalmente dependem de aglomerações.

Embasada nas medidas de biossegurança e quantidade de pessoas do grupo de risco, a Deixa Falar diminuiu o número de foliões na preparação dos protótipos das fantasias e carros de 50 pessoas para apenas 18 em turnos. A medida, apesar de necessária, retardou o processo.

“Precisamos pensar primeiro em saúde. Ano passado, estávamos em outro momento (com feijoada, aglomerações, ensaios e etc). Esperanças existem. A gente pensa na alegria de estar na Avenida contando uma história. Talvez as pessoas estejam apreensivas. A alma do negócio é o sucesso da vacina para ser um Carnaval de celebração”, reitera o presidente da Escola.

Mo Jubá, A Força de Uma Raça
Para o Carnaval 2020, a GRES Deixa Falar lançou o samba enredo “Mo Jubá, A Força de Uma Raça” frisando a cultura afro-brasileira. A ideia da Escola não é abordar a questão da escravatura ou apenas problemas sociais, mas a força, respeito e a importância dessa cultura para o país.

Na cultura nagô, Mojubá é a saudação para Exu, o mensageiro que comunica aos homens a vontade dos Orixás e, a estes, leva o pedido dos homens. No dialeto Yorubá, podemos entender que Mo jubá, separadamente, significa “meus respeitos”. A escolha do tema foi parabenizada por Milton Cunha, carnavalesco e um dos principais nomes do Carnaval à nível nacional.

“Mo jubá tem dois modos de ser escrito. O Mojubá, junto, é uma saudação a Exú. Mo jubá separado, no dialeto afro nagô quer dizer ‘respeito’. Qual é o nosso enredo? É um enredo autoral. Nós iríamos ter outro enredo sobre um homenageado, mas por causa da pandemia resolvemos esperar outro ano. Estamos falando da força de uma raça, dos nossos ancestrais, da nossa história e do modo de vida de um povo, de uma nação”.

A GRES Deixa Falar foi a campeã do Carnaval 2020 com samba enredo “Tocando em Frente – Sou Caipira Pirapora” homenageando o músico e compositor Renato Teixeira. Fundada há 9 anos, Deixa Falar já havia sido campeã em 2018, e vice em 2019.

Fonte: Midiamax

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