O conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Cícero Antônio de Souza, aos 80 anos, morreu na noite desta quinta-feira (25), em São Paulo, no Hospital Albert Einstein, vítima de câncer. Natural de Campo Grande, Cícero deixa uma marca profunda construída ao longo de décadas de dedicação à política, ao serviço público e ao fortalecimento das instituições democráticas do Estado.
Nascido em 2 de novembro de 1944, Cícero se formou em Direito pela Universidade de Uberlândia (MG), iniciou sua carreira como Fiscal de Rendas, atuou como pecuarista e empresário, e foi deputado estadual por quatro legislaturas consecutivas (1986–2001), presidindo a Assembleia Legislativa entre 1994 e 1996.
Em 2001, tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e, a partir dali, se tornaria um dos principais responsáveis por modernizar e fortalecer a Corte de Contas. Cícero presidiu o TCE-MS por quatro biênios (2007–2008, 2009–2010, 2011–2012 e 2013–2014), e foi vice-presidente em duas gestões anteriores.
O Projeto de Modernização do TCE-MS, lançado em 2008, foi um marco dessa gestão. A iniciativa revolucionou processos internos, atualizou o Regimento Interno, criou o primeiro Plano Estratégico da instituição e implantou uma série de ferramentas digitais que colocaram o TCE-MS.
“Modernizar não era apenas informatizar, mas valorizar as pessoas e aproximar o Tribunal do cidadão”, dizia Cícero, resumindo bem a filosofia que norteou suas decisões.
Durante sua gestão, também foram implementadas ações voltadas à valorização do corpo técnico do TCE-MS. Ele foi responsável pela criação de departamentos médico, odontológico e fisioterapêutico, além da construção da sede da Escola Superior de Controle Externo (Escoex).
Outro marco foi a retomada dos concursos públicos, após mais de 25 anos sem novas contratações, reforçando o compromisso com a meritocracia e o fortalecimento institucional.
O atual presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, destacou a importância histórica da atuação de Cícero para o fortalecimento institucional do Estado:
“Cícero de Souza não foi apenas um gestor, mas um verdadeiro arquiteto do futuro do Tribunal. Ele teve a coragem de plantar as sementes da modernização, valorizando servidores e aproximando a instituição da sociedade”, afirmou.
Despedida e Memória
Cícero deixa a esposa, Lívia Jorge de Souza, dois filhos e dois netos. À frente da vida pública ou ao lado da família, foi sempre lembrado por seu equilíbrio, serenidade e dedicação.




