Vídeo: vítima de homofobia, Valdir Gomes cobra respeito de vereadores

O ex-vereador e ex-secretário da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) Valdir Gomes fez questão de participar da última sessão ordinária realizada hoje (14) na Câmara Municipal. Ele demonstrou total indignação ao falar dos comentários polêmicos encontrados em um grupo de WhatsApp formado por diversos vereadores, com comentários sobre sua nomeação para a Semadur em 2015.
 
Ao notar a presença de Valdir, o presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha (PSDB) se retratou diante do ocorrido, alegando que a Câmara não teve má fé diante dos comentários do vereador Carlão (PSB) e Herculano Borges (SD).
 
"A Câmara, em nenhum momento, teve maldade ou má fé contra Valdir Gomes. O caso era uma investigação e os comentários não eram para vir a público. Peço a ele que entenda e leve em consideração a situação. A Câmara reconhece seu trabalho, que já inclusive passou por aqui e é um excelente gestor público. A Câmara vem a público prestar solidariedade pelas palavras que acabaram sendo divulgadas".
 
No momento em que Rocha finalizou as afirmações, Valdir se alterou e aos gritos, pediu respeitos aos parlamentares presentes no plenário. No vídeo, Valdir faz questão de chamar sua família à frente das cadeiras do plenário e garante que não se 'mexe com quem tem moral e família'.

Valdir afirma ainda que, após a divulgação das mensagens do grupo no aplicativo, João Rocha teria pedido para que ele não levasse adiante a representação por quebra de decoro parlamentar contra os vereadores Carlão e Herculano Borges  protocolada ontem.
 
"Para começar, após a divulgação desse episódio, o presidente João Rocha conversou comigo, quis se retratar  e pediu para que eu não prosseguisse com processo de quebra de decoro contra vereador Herculano e Carlão. João Rocha entende que tenho esse direito e quis se retratar", explica Valdir.
 
Mesmo com o pedido do tucano, o ex-vereador garante que dará continuidade ao processo e diz ainda que pretende acionar a Justiça contra o ato preconceituoso. "Eu não posso deixar baixar o nível, nunca coloquei linha contra os vereadores e não posso deixar chegar a esse nível. Eles podem até não gostar de mim, mas eles tem que me respeitar".
 
Sobre o comentário de Carlão, Valdir diz que considera o vereador um 'ingrato'. "O Carlão é um ingrato, que já comeu na minha casa, já fiz duas campanhas para Carlão, o que a gente faz em quatro paredes, depende de uma pessoa só e isso não tinha que vim para o parlamento, mas a Câmara está tão suja que isso acaba vindo para o plenário".
 
Já sobre Herculano, destaca que entende que o vereador não aceita votos de homossexuais. "Ele se diz uma pessoa religiosa e ainda diz que tem que montar um grupo hétero, até parece que eles não querem voto de gay, da comunidade LGBT e usando uma palavra chula, parece que não querem voto de sapatão e travesti, só aceitam votos de um eleitor de elite".
 
Sobre a decisão de estar na Câmara durante a última sessão, Valdir afirma que desejava fazer o  uso da palavra, mas acredita que não terá espaço. "Vim na Câmara na esperança de usar a tribuna, mas pelo visto os vereadores não vão deixar. Eles são covardes, apunhalam as pessoas e não são homens para olhar nos olhos. Mas pelo menos a minha presença aqui vai servir para moralizar. Eu tenho trabalho, estou há 48 anos prefeitura e não posso aceitar uma Câmara como essa, que todos os dias, tem extração de coisas ruins".
 
Diante disso, a vereadora Luiza Ribeiro afirmou que Valdir merece ser respeitado. "Valdir é merecedor de todo respeito, às vezes as pessoas acabam falando besteira sem querer. Valdir já tinha sofrido outros tipos de preconceito e as pessoas, em conversa íntima, acabam falando besteira. Por essa razão, a Câmara está aberta para recebê-lo".
 
O peemedebista Paulo Siufi saiu em defesa dos vereadores e afirma que o Ministério Público Estadual agiu de forma contrária. "O MPE agiu em contrário, durante as investigações como não havia nada de concreto encheram de linguiça e com porcarias. Esse processo é enfadonho e, sem querer, atingiu pessoa que não tem nenhuma ligação com a história. A Câmara em nenhum momento quis agir com má fé e ele é merecedor de todo respeito".

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Leia Também