Vídeo! Indignados com morte de empresário, manifestantes fazem passeata

Indignados com a morte do empresário Adriano Correia, de 33 anos, há uma semana em briga de trânsito com o policial rodoviário federal Ricardo Su Moon, de 47 anos, amigos, parentes e moradores da Capital fazem manifestação no Centro da cidade, na tarde de hoje.

Cerca de 150 pessoas, a maioria vestida de branco, se concentraram na Praça Ary Coelho e depois de oração, seguiram em passeata até a Avenida Ernesto Geisel, local onde Adriano foi morto a tiros.
Durante a caminhada, a Avenida Afonso Pena foi interditada e duas motos da Polícia Militar acompanharam a manifestação.

Pedindo Justiça e contra a impunidade do policial, o irmão de Adriano, Paulo Nascimento, de 48 anos, participa do ato. “Queremos que o PRF não saia da cadeia e que tenha a Justiça que ele merece. A família está inconformada, ainda não caiu a ficha. Nada que o PRF fizer vai trazer meu irmão de volta”.

Quem também participa da manifestação é Clemilson Santos, de 24 anos, que convivia com o empresário em festas. Segundo ele, Adriano tinha costume de beber, mas nunca se alterava ou se mostrava violento. “Ele era muito tranquilo e alegre”, disse.

Depois da passeata, os manifestantes fizeram nova concentraram no trecho da Avenida onde houve o desentendimento e a morte do empresário.

O CASO

O empresário Adriano Correia foi morto por um policial rodoviário federal após briga de trânsito no dia 31 de dezembro, no Centro de Campo Grande, atingido por cinco disparos, segundo a perícia. Ele sofreu duas perfurações no tórax, uma na costela e outra no braço direito. O crime aconteceu enquanto vítima e dois familiares retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.

Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes. O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, quase em frente à Capela da Pax Mundial. No cruzamento da 26 com a Ernesto Geisel, peritos apreenderam sete cápsulas de pistola, e mais uma perto do veículo da vítima.

Adriano era proprietário do Madalena Restaurante e de uma unidade do Sushi Express. Ele estava na casa noturna com dois homens da família antes de ser morto. De acordo com testemunhas, por volta das 5h50, ele e os acompanhantes seguiam em uma caminhonete Toyota Hilux pela Ernesto Geisel, quando perto do cruzamento com a Avenida Afonso Pena supostamente teriam fechado a Mitsubishi Pajero ocupada pelo PRF. Este, por sua vez, estaria indo para o trabalho e não gostou da situação. Por isso, perseguiu Adriano e os demais para tirar satisfações.

A assessoria da PRF em Mato Grosso do Sul afirmou que, na versão do policial preso em flagrante, ele teria tentado abordar a caminhonete Toyota Hilux conduzida por Adriano Correia, que teria desobedecido e avançado com o veículo na direção do agente. Diante da ocorrência, o policial, que dirigia uma Mitsubishi Pajero, teria perseguido a vítima e efetuado os disparos em seguida.

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