Vereadores acusam Bernal de mentir

Os vereadores usaram a sessão desta terça-feira (22) para cobrar repasses destinados a entidades sociais que atuam em Campo Grande. Segundo eles, o projeto para liberar essas verbas ainda não chegou à Câmara Municipal e o prefeito Alcides Bernal (PP) tem espalhado mentiras dizendo que o Legislativo travou a proposta.
 
Entidades sociais alegam que estão sendo prejudicadas e passando dificuldades financeiras. Para elas, parlamentares teriam travado a pauta para pressionar o prefeito e prejudicado os demais projetos. Os entraves seriam para o Executivo resolva, no prazo de 10 dias, a situação dos professores que estão há mais de seis meses sem receber o piso salarial da categoria.   
 
"Esse prefeito é um dissimulado. Ele diz que a Casa atrasa. Mas fomos nós que conseguimos esse recurso. Estão usando essas entidades para fins não republicanos. Ele [Bernal] mente quando fala isso", disse o ex-presidente da Câmara, vereador Mário Cesar, do PMDB.
 
A vereadora Luiza Ribeiro, do PPS, contestou a os colegas, que afirmaram que a prefeitura estaria enrolando para liberar os recursos e demorado para encaminhar o projeto para a Câmara.
 
"A prefeitura não está demorando. Em janeiro foram feitos os encaminhamentos, e esse pedido passou por três secretárias. Não houve tempo hábil e como são dias corridos, esse processo deu entrada na Casa de Leis no dia 15 de março. E novamente, não teve tempo de chagar ao Plenário. Agora o que eles não podem fazer é politizar em cima dos recursos da assistência social. Eu vejo que o prefeito foi até mais rápido, mas tivemos os problemas burocráticos", explicou a parlamentar.
 
O prefeito Alcides Bernal encaminhou para o Legislativo o projeto de lei solicitando o pedido de suplementação, no valor de R$ 4,7 milhões para atender entidades sociais. A suplementação seria um adicional e referente a janeiro a dezembro de 2015. O projeto ainda aguarda deliberação dos vereadores.
 
Entidade
Nesta terça-feira (22), a presidente da Associação Juliano Varela, Ivete Aparecida Graça Navarro, esteve no Plenário para falar sobre o assunto. "Nós temos que nos virar. De janeiro a abril ficamos descobertos dos convênios. É um trâmite que tem todo o ano e como teve um ano que ainda reflete os conflitos políticos ficamos sem receber. Temos profissionais que estão nesse momento sem receber e estamos nos virando para dar conta de tudo", finalizou. 

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