Vale Pesquisa aponta preferência da população para eleições 2016

Há pouco mais de um ano das eleições municipais de 2016, quando serão eleitos os novos prefeito, vice e vereadores, especulações e projetos de pré-candidaturas já movimentam o cenário político estadual. E, mesmo com os últimos escândalos na política, o eleitorado sinaliza pouca disposição para a renovação.

É o que se apura de pesquisa realizada pela Vale Consultoria e Assessoria, que em sondagem sobre as eleições na Capital apurou, no levantamento espontâneo –quando o entrevistado diz em quem pretende votar, sem que lhe sejam perguntados nomes específicos–, a presença de nomes que já fazem parte do cenário político de Mato Grosso do Sul, inclusive com votações expressivas nos últimos pleitos que disputaram.

O levantamento espontâneo apurou um grande nú- mero de indecisos (38.16%) e de votos brancos, nulos ou de intenção de não votar (22,2%, percentuais semelhantes às abstenções das últimas elei- ções). Contudo, dentre os cinco primeiros colocados, três foram ex-prefeitos da Capital: o ex-governador André Puccinelli (PMDB) lidera a preferência, com 12,75% das intenções de voto, seguido por Alcides Bernal (PP), que atingiu 8,5%. O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) aparece em terceiro lugar, com 7,5%, seguido pelo irmão, o também ex-prefeito e neopetebista Nelsinho Trad, com 3,95%.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) figurou com 1,2% das menções na pesquisa. Ex-governador reforça que não irá disputar as eleições de 2016 Puccinelli, Marquinhos e Bernal também aparecem nas três primeiras posições na pesquisa estimulada, quando o entrevistado recebe uma lista de nomes para escolher. Neste caso, houve uma inversão de posições entre o deputado e o prefeito cassado. Puccinelli atingiu 25,4% das intenções de voto, com Marquinhos somando 19,10% e Bernal 14,4%. O deputado federal e ex-governador Zeca do PT somou 7,1%, e o ex-deputado federal Edson Giroto (PR), 4,8%.

Embora lidere as sondagens, Puccinelli não demonstrou interesse de concorrer ao cargo em 2016. “Eu sou bananeira que já deu cacho. Não vou ser candidato a prefeito. Vocês não acreditam, mas eu não vou ser”, disse à reportagem, ao ser questionado sobre os dados do levantamento. Marquinhos e Nelsinho não foram localizados pela reportagem. O primeiro já admitiu sua pré-candidatura, inclusive negocia sua filiação em outro partido –como o PL, em formação, e o PSD.

Nelsinho é tratado como nome natural na disputa pelo PTB. A Vale Consultoria realizou 1.000 entrevistas sobre o processo eleitoral de 2016 nas sete regiões urbanas de Campo Grande entre os dias 17 e 19 de agosto. Todos os participantes têm idade superior a 16 anos. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%.

Espontânea teve 18 nomes citados por entrevistados

Vale Consultoria relacionou 18 nomes entre os lembrados pelos eleitores para a disputa de 2016 pelo Paço Municipal de Campo Grande. A vice-governadora Professora Rose (PSDB), o prefeito Gilmar Olarte (PP) e o ex-deputado federal Edson Giroto foram citados por 0,8% dos entrevistados. Nenhum deles foi localizado para comentar os números. Na sequência, aparece o deputado federal Zeca do PT, com 0,65% dos entrevistados –ante os 7,1% na estimulada.

Em redes sociais, Zeca se habilitou para disputar a Prefeitura da Capital pelo PT em 2016. “Se não houver companheiro para carregar a bandeira do PT em 2016, eu carregarei”. A senadora Simone Tebet (PMDB) foi citada por 0,6%; sendo seguida pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT), o senador Delcídio do Amaral (PT), o apresentador Tatá Marques e o deputado estadual Maurício Picarelli (PMDB), com 0,4%.

A deputada estadual Antonieta Amorim (PMDB) figura com 0,3%; e os secretários de Estado de Cultura, Athayde Nery (PPS), e de Administração, Carlos Alberto Assis (PSDB), e o deputado federal Carlos Marun (PMDB) foram citados por 0,2%. Pesquisa estimulada centralizou intenções de voto em 15 nomes Já a pesquisa estimulada se restringiu a 15 nomes.

A Professora Rose figura em sexto nesta modalidade, com 3,2% das citações; com Dagoberto Nogueira (PDT) totalizando 3,1%. Olarte aparece com 1,8%, e Marun com 1,6%. Empatados com 0,8% aparecem os deputados federais Tereza Cristina (PSB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), o deputado estadual Márcio Fernandes (PT do B), Carlos Assis e o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, com 0,8%. O presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, teve 0,1% das menções.

Maioria dos citados em espontânea admite disputar o pleito de 2016 Dos nomes citados até aí, Olarte e seus assessores têm dito em entrevistas que ele não pensa na reeleição neste momento. Dagoberto tem admitido disputar o pleito, enquanto Rose e Assis tiveram os nomes ventilados no PSDB. No PT, Kemp também admitiu encampar a pré-candidatura se o partido assim decidir, mesma posição citada por Antonieta, Marun, Mandetta, Tereza Cristina e Fernandes.

Eles não foram localizados para comentar o levantamento. Ayache, por sua vez, era tratado como nome certo do PT para a disputa, até decidir se desfiliar do partido na semana passada, causando indignação entre os colegas. Ele afirmou não estar definido se ele disputará a eleição. “Quem é candidato hoje? Quem aparece entre os primeiros. O Marquinhos é pré-candidato desde sempre, por isso está entre os mais lembrados”, ilustrou.

Sobre seu destino partidário, ele espera definir a filiação nos próximos dias –o PSB é o destino mais provável–, deixando claro que uma pré-candidatura a prefeito não é condição para se filiar a algum partido. “Isso deve partir de uma decisão de grupo. Posso ser ou posso não ser. Tenho vontade de ajudar Campo Grande, e quem tem essa vontade tem de participar, mas não tem nada definido”. (LB e MA)
 

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