O coordenador do ambulatório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Rodrigo Leite, defende a ideia de que as redes sociais, por si só, não levam a quadros de depressão, pois o número de pacientes detectados com a doença seria muito maior, em virtude da quantidade de usuários do mundo virtual.
Ele aponta que pessoas que têm o quadro já consolidado de depressão usam a internet para buscar formas de convívio social, uma vez que são incapazes de buscar essas relações no mundo real. E nesse processo, pessoas que tinham apenas a predisposição, podem acabar desenvolvendo a doença.
O médico psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, Elton Kanomata, explica que esse processo é um círculo vicioso e quanto mais a pessoa se refugia nas redes sociais, mais reforça os seus problemas no mundo real: “O perigo é que isso pode se tornar uma bola de neve, deixando a pessoa cada vez mais afastada do convívio social”.
As redes sociais mexem com o nosso instinto do reconhecimento social, aquela sensação boa que você tem quando recebe muitos likes em uma foto que acabou de postar. Mas a interação na internet não gera uma recompensa social real, e isso pode levar a pioras no quadro da doença. “Acabamos caindo nessa pequena armadilha de reconhecimento social que para as espécies dos mamíferos sociais é um estímulo muito esperado”, argumentou Leite.
Como o uso das redes sociais é muito recente, ainda existem poucos estudos e conhecimento sobre o tema. Por isso, não é possível estabelecer quanto tempo




