Três policiais militares foram presos na noite de ontem (19) sob alegação de terem torturado um adolescente de 15 anos na região do bairro Júlio de Castilho. A mãe do garoto alega que, durante abordagem, o menino foi levado a uma casa abandonada, onde sofreu agressões. De acordo com a Associação de Cabos e Soldados da PM/MS, sequer houve abordagem ao adolescente.
Segundo o registro policial, a mãe do adolescente foi até o batalhão do bairro Cophatrabalho alegando que seu filho, de 15 anos, foi torturado por policiais militares. O adolescente tem passagem por estupro de vulnerável e tentativa de roubo.
Após a acusação, a Corregedoria optou em pedir a prisão dos três militares envolvidos na situação.
Associação rebate acusação
Por meio de nota, a Associação de Cabos e Soldados considerou a prisão dos policiais como ‘arbitrária’ e o setor jurídico já se movimenta para pedir a liberação dos envolvidos, que estão detidos no Presídio Militar.
A Associação argumenta que, durante patrulhamento na avenida Júlio de Castilho, os militares deram sinal de abordagem a dois jovens que estavam a bordo de uma moto, mas a dupla conseguiu fugir.
Horas depois da situação, a mãe do adolescente de 15 anos apareceu no batalhão argumentando que seu filho apresentava vários hematomas e o mesmo teria sido torturado para revelar a localização de seu ‘comparsa’.
“Não existe nenhuma testemunha que tenha visto essa guarnição colocar o menor dentro da viatura. Ninguém viu o menor na viatura. Nenhuma testemunha viu a viatura abandonar o menor. As únicas testemunhas que acusam a guarnição são mãe, pai e madrasta do menor, que também não viram, em momento algum, o menor dentro da viatura”, disse o advogado Laudo César Pereira




