Três Lagoas: A Petrobrás e as eleições municipais

O que era um sonho está virando pesadelo

O noticiário sobre a paralisação das obras da Petrobras em Três Lagoas tem mostrado a grandeza do empreendimento e os reflexos econômicos negativos que já provocaram naquela cidade. A gravidade do quadro é inquestionável.

Aliás, agiu rápido e certo o governador Reinaldo Azambuja em liderar a comitiva de lideranças políticas rumo ao Rio de Janeiro em busca de uma solução imediata. Mas ela não aconteceu ainda pela complexidade do caso e devido a crise que atingiu a estatal agora com nova diretoria. 

Mas nosso objetivo aqui é mostrar o outro lado – político – da questão. Os números mostram que os danos econômicos e sociais resultantes das demissões são grandiosos e, não há como negar seus reflexos no bolso da população. Por consequência, essa insatisfação poderá nortear a postura do eleitor na hora de escolher o novo prefeito no ano que vem. 

É natural que as lideranças dos dois principais grupos políticos da cidade se movimentem para estancar a crise e colher os dividendos eleitorais. De um lado o deputado Ângelo Guerreiro (PSDB) escoltado pelo governador Azambuja, de outro a senadora Simone – a liderança maior do PMDB de Três Lagoas.  

A expectativa nos bastidores políticos é saber qual dos dois grupos efetivamente mostrará força, prestígio junto a estatal ou Palácio do Planalto para resolver a situação junto aos credores desesperados e também retomar as obras. 

Como dissemos, o governador saiu na frente, avocando a sua autoridade inquestionável. Mas há sinais indicativos de que a senadora Simone estaria articulando em Brasília em busca da solução. Já se diz inclusive que seu apoio a Renan Calheiros para a presidência do Senado faz parte de seu plano para estancar a crise em Três Lagoas. Pode ser, mas é claro que teremos novos lances neste intricado jogo do tabuleiro político. 

É cedo para avaliar o eco desta movimentação política junto a opinião pública e também a influência do episódio no pleito de 2016. Mas dependendo do desenlace, o caso Petrobras pode se transformar no maior cabo eleitoral deste ou daquele candidato à prefeito. 

Os políticos, melhor que ninguém, sabem disso. 

De leve…

Jornalista Manoel Afonso – Diario Digital

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