Terreno da prefeitura é problema para moradores do Oliveira

São praticamente quatro quadras que seriam uma “área verde” no Jardim Oliveira, e pertencem à Prefeitura de Campo Grande, mas se tornaram um dos maiores problemas dos moradores da região. O local se tornou depósito de entulhos, móveis, animais mortos e, principalmente, recipientes que acumulam água.
 
Uma das primeiras a fazer denúncias foi a esteticista Maraisa Omido, 33 anos, que afirma que nesse tempo todo o local só foi limpo uma vez. “Cansei de denunciar pessoas jogando entulhos e sujeiras ai, sendo que o terreno pertence ao município e nunca é limpo. Na época que estavam construindo a avenida Lúdio Martins Coelho, aqui perto, foi a única vez que limparam, pois serviu de depósito de material para construção”, afirmou a moradora.
 
Há poucos metros dali existia uma horta enorme e bem conhecida na região, mas que foi vendida para uma construtora de apartamentos. “Dizem que aquela horta, que ficava mais lá na entrada no União, vai vir para cá, já que venderam o terreno para construtora fazer apartamentos. Eu, sinceramente, não acredito”, disse.

Com todos da família com histórico de dengue, a dina de casa Deolinda da Silva Castelo, conta que é frequente a vizinhança ficar doente. “Isso aqui é terrível! Não só pelo fato do abandono, mas também pelas doenças que esse acumulo se sujeita traz. Há dois anos eu fiz uma ocorrência por escrito na Prefeitura, já chamei a imprensa, mas eles não resolvem e o mato o mato só aumenta”, relatou.
 
Mais para frente, também existe a “carcaça” do que seria o Posto de Saúde do bairro, que também foi abandonado. “Pelos documentos, aqui consta que é tudo asfaltado e tem esgoto, mas não concluíram a construção do Posto de Saúde por falta de pavimentação. Moro aqui há 23 anos e sempre foi a mesma coisa, o mesmo abandono, nada mudou”, pontuou o comerciante Valterzio Campos dos Santos, 48 anos.

á a dona Zilza Fátima Hosback diz que o Oliveira é um bairro bom, com ônibus suficiente, casas bonitas, mas que não é assistido pelo poder público. “Sempre vem alguém contar que a casa foi invadida e assaltada por bandidos. Vivem prometendo terminal a construção do posto, mas nunca terminam, não vejo policiamento e o asfalto é só na linha no ônibus”, conclui a comerciante.

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