Conforme a PF, médicos investigados na operação usavam equipamentos do Hospital Geral de Palmas, o maior hospital público do estado, em clínicas particulares. Segundo o superintendente regional da PF no Tocantins, Arcelino Vieira, alguns equipamentos já foram até danificados. Na decisão que deferiu a prisão dos envolvidos, diz que um dos equipamentos é um aparelho de hemodinâmica de grande porte, o qual faz exame que identifica obstruções das artérias ou avalia o funcionamento das válvulas e do músculo cardíaco.
Em Mato Grosso do Sul, a PF cumpriu apenas um mandado de condução coercitiva e outro de busca e apreensão. A investigação teve iniÌcio quando os soÌcios da empresa Cardiomed Comércio e Representação de Produtos Médicos e Hospitalares LTDA-EPP foram presos em flagrante por terem, na qualidade de proprietaÌrios da empresa, fornecido aÌ€ Secretaria de SauÌde do Estado do Tocantins produtos destinados a fins terapeÌ‚uticos ou medicinais cujos prazos de validade de esterilização se encontravam vencidos.
No decorrer das investigações, veio aÌ€ tona um vasto esquema de corrupção destinado a fraudar licitações no Estado do Tocantins mediante o direcionamento de processos licitatoÌrios. O esquema possibilitava o fornecimento de vantagens iliÌcitas a empresas, meÌdicos e empresaÌrios do ramo, bem como a funcionaÌrios puÌblicos da aÌrea de sauÌde.
As pessoas investigadas, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, fraude aÌ€ licitação, associação criminosa, dentre outros. O nome da operação eÌ uma alusão a um dos itens mais simboÌlicos e conhecidos da aÌrea de cardiologia, o marca-passo. Esse era um dos itens que integravam alguns dos editais “fraudados” em procedimentos licitatoÌrios na aÌrea de cardiologia na rede puÌblica de sauÌde do Estado do Tocantins.
Cerca de 330 policiais cumpriram 137 mandados expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal de Palmas (TRF1), sendo 12 mandados de prisão temporaÌria expedidos, 41 mandados de condução coercitiva contra empresaÌrios e 84 mandados de busca e apreensão, além do Tocantins e Mato Grosso do Sul, também no Distrito Federal, São Paulo, GoiaÌs, ParanaÌ, Bahia, CearaÌ, ParaÌ e Mato Grosso.





