Sueca que roda o mundo de bike é abrigada em quartel

De fato não há impossibilidades para uma pessoa que deseja realizar seus sonhos. Independentemente da distância ou de outras dificuldades, a sueca Martina Gess, de 39 anos, se arrisca pelas estradas do mundo para conhecer todas as nações.

A ciclista aventureira chegou na cidade de Naviraí, distante 335 quilômetros de Campo Grande, e disse que veio para o Brasil para conhecer Bonito e rodará o País até chegar ao Rio de Janeiro.

Em território sul-mato-grossense, Martina recebeu abrigo do 12º Batalhão da Polícia Militar de Naviraí, na noite da última sexta-feira (21). Aos policiais, contou um pouco na sua história, comentou que se separou do marido, não tem filhos, mas deixou na Suíca os pais e o irmão, com quem sempre mantém contato pela internet. Sem dominar o idioma, ela 'se vira' com o inglês e o espanhol e já entende um pouco do português.

Há cinco anos pelos caminhos do mundo, a ciclista decidiu sair para conhecer os países, pois queria ver de perto tudo aquilo passava na televisão. No começo da aventura o marido era o companheiro, mas o casal se separou durante o percurso no Equador e, desde então, ela continuou as viagens, mas agora sozinha. Apesar de hoje a bicicleta ser sua companheira inseparável, Martina lembra que antes a bike não fazia parte da sua vida – porém, pedalar hoje é seu grande prazer.

Nas mochilas encaixadas no quadro e nas rodas, a viajante carrega até mesmo um computador, aonde consegue desenvolver o trabalho em qualquer lugar que estiver. Assim, ela contou aos militares que consegue se sustentar e financiar as pedaladas pelo mundo. Na bagagem, não falta água, barraca, utensílios de cozinha e principalmente ferramentar para manutenção da fiel companheira de duas rodas.

Durante todos estes anos pelas estradas, Martina relata que sofreu assaltos e perdeu pertences de baixo valor, mas a bike, nunca foi levada. Seguir sozinha por um mundo cheio de perigos, não impede que a sueca siga seus sonhos, mas, ela confessa ter receio do tráfico de pessoas que ocorre em alguns lugares do mundo.

Em sua breve estadia no Polícia Militar de Naviraí, Martina, a aventureira destemida, diz que quando chega em locais povoados procura apoio em escolas, igrejas, em quarteis policiais. Mas ao contrário, quando os lugares são isolados, a sueca acampa à beira de estradas e rios.

Como o Brasil é o país do Carnaval, a sueca não vai sair do território enquanto não conhecer o samba carioca e cair na folia do ano que vem. Já a volta ao mundo, já tem data para terminar: final de 2016.

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