Setores cobram do governo retomada de obra que vai atrair 200 mil turistas

Empresários da cadeia do turismo pediram celeridade ao governo do Estado na retomada da obra do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. Entidades ligadas ao setor reuniram-se na tarde de hoje com o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck.

Segundo o grupo, o atraso no empreendimento está fazendo com que Mato Grosso do Sul fique sem recursos que seriam trazidos por 200 mil turistas/ano. Essa projeção é de quanto o Aquário do Pantanal deve atrair depois de ser inaugurado.

A construção do Aquário está parada porque a Egelte Engenharia Ltda, que ganhou a licitação da obra, saiu do canteiro por intervenção de outra empreiteira, a Proteco (investigada por desvio de recursos públicos), e retornou neste ano para terminar o empreendimento alega que precisa de aditivo no contrato.

O ponto turístico inicialmente estava orçado em mais de R$ 87 milhões, mas já chegou a demandar R$ 200 milhões dos cofres públicos.

E para haver novo aditivo, conforme a Egelte alega que é necessário, o governo do Estado está consultando a Justiça para verificar a legalidade do ato ou a necessidade de se realizar uma nova licitação. Legalmente é possível incluir até 25% de aditivos ao contrato inicial. 

"O Aquário do Pantanal é um pilar econômico para o Estado. São mais de 50 setores que podem ser beneficiados. São hoteis, restaurantes, agências de viagens, farmácias. Temos muito interesse nessa obra e por isso queríamos saber como estava a situação", explicou a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens, Kassilene Cardadeiro, que se sentou à mesa de reunião hoje com Jaime Verruck e representantes de outras seis entidades.

De acordo com o que foi divulgado no encontro, o governo do Estado aguarda para a próxima semana definição jurídica para saber como será acrescentado aditivo à Egelte para andamento da obra.

COMEÇA E PARA
O Aquário do Pantanal começou a ser construído em 2011 e deveria ter ficado pronto em dezembro de 2014.

Por conta de suspeita de irregularidades no canteiro de obras, houve suspensão de 10 meses no andamento do empreendimento. Esse período de marasmo começou em junho de 2015 e só se encerrou no dia 4 de abril deste ano, depois de acordo judicial entre Egelte e Estado, firmado em 17 de março.

Como ambas as partes acordaram que seria preciso injeção de mais recursos, procura-se agora a medida legal cabível para finalizar a construção, que tem 95% de itens concluídos. 

A previsão é que os 5% que faltam para conclusão do Aquário demore 14 meses para serem feitos.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Leia Também