O sistema público de saúde, há anos, trabalha no limite do suportável. São recorrentes os relatos de pacientes que aguardaram horas por atendimento ou que são obrigados a entrar na Justiça para que consigam acesso a cirurgia.
As imagens de corredores lotados com macas é o reflexo direto dos problemas enfrentados no setor, principalmente pelas entidades filantrópicas que atuam em regime de parceria com os governos há décadas.
É preciso repensar a estrutura que ainda trabalha de forma arcaica e completamente dependente das Santas Casas pelo País, sem que haja plano à vista para melhoria das instituições geridas pelas administrações públicas.
Mato Grosso do Sul não foge à regra nacional e a Santa Casa de Campo Grande, maior hospital do Estado, também padece. A reportagem publicada hoje relatou a rotina sufocante, com média diária de 239 atendimentos.
A situação é crítica nas segundas-feiras, em que este índice aumenta em até 40%. Somente em julho, foram 6,9 mil atendimentos.
No Hospital Regional, por exemplo, são 110 diariamente. Nos dois casos, as instituições atendem acima da capacidade, porém, com diferencial: o HR não atende pacientes com trauma e nem fazem neurocirurgias, casos que são levados diretamente para a Santa Casa, sendo a maior demanda existente, já tratada como “epidemia de traumas”.
As ações públicas precisam ser mais contundentes e menos centralizadas nas Santas Casas. Em todo o País, são 4 mil unidades filantrópicas, que trabalham com deficit anual de aproximadamente R$ 4 bilhões no atendimento ao SUS.
Uma das principais reclamações das administrações destes hospitais é a defasagem da tabela do sistema, que determina quanto o governo deve pagar por cada intervenção, cerca de 40%, segundo levantamento feito pelo Estadão. A conta nunca fecha; a demanda crescente e o valor repassado,considerado deficitário, nunca são paritários.
Sobre o governo estadual, especificamente, seria interessante projetar investimentos no Hospital Regional, por exemplo, criando mais um setor de traumatologia à disposição na Capital, além de ampliar o investimento em cidades estratégicas, como Dourados e Corumbá, o que descentralizaria a grande procura na Santa Casa, referência em todo Estado neste atendimento. Por se tratar de gestão plena, aprefeitura também tem sua parcela de responsabilidade nessa equação.
PROMESSAS DE AZAMBUJA DE CONSTRUIR 9 HOSPITAIS REGIONAIS NÃO SAI DO PAPEL
Construir 9 Hospitais Regionais, colocar o atendimento da UTI Neonatal e também os outros leitos de UTI. Fazer Central de Diagnósticos para tomografia, ressonância, ultrassom, e fazer com que essa regionalização atenda cada região.
Promessa feita em entrevista ao MSTV 1ª Edição, em setembro de 2014.
STATUS: não cumpriu ainda
CRIAR PROGRAMA ‘SAÚDE DENTRO DE CASA’
Criar o programa ‘Saúde dentro de casa’ com o objetivo de levar atendimento médico para a casa das pessoas.
Promessa consta do programa de governo entregue ao TSE.
STATUS: não cumpriu ainda




