Rose é entrevistada na TV Morena

A candidata do PSDB à prefeitura de Campo Grande, Rose Modesto, foi entrevistada ao vivo nesta segunda-feira (24) no MSTV pela apresentadora Lucimar Lescano.

Rose foi questionada, entre outros assuntos, sobre os índices da educação básica em Campo Grande e disse que vai valorizar os profissionais da educação.

A tucana respondeu ainda sobre investimentos em outros setores. “Campo Grande tem que parar de gastar tentando recuperar o que a chuva estraga. É uma gestão eficiente que temos que fazer, isso passa por transparência.”
Nesta terça-feira (25), a entrevista será com Marquinhos Trad (PSD).

Veja a transcrição da entrevista de Rose Modesto:

Lucimar Lescano: A senhora passou para o segundo turno com uma diferença mínima em relação ao terceiro colocado. A senhora teve 1/4 da votação dos eleitores. Não é pouco para quem quer ser prefeita da capital do estado?

Rose Modesto: Lucimar, eu comecei uma eleição com pouco mais de 4% na pesquisa e cheguei a quase 27% dos votos. A eleição do segundo turno é uma nova eleição. Zera tudo e começa de novo. Até porque o eleitor tem agora apenas duas opções para poder fazer a sua escolha. E nós tivemos quase 30 dias. Vamos chegar aí a 30 dias, até o dia 30 de outubro, para poder fazer as nossas propostas, apresentar. Então, eu acredito que nesse período, e tenho sentido isso nas ruas, a nossa campanha já cresceu muito. As pessoas têm recebido muito bem. E tenho certeza que é um tempo suficiente, e agora com o menos candidatos fica mais fácil também para o eleitor. E eu sou muito grata, né, pelos mais de 113 mil eleitores que confiaram e acreditaram na nossa proposta.

Lucimar: Neste segundo turno a gente percebeu uma intensificação das acusações entre a senhora e o outro candidato. Esses ataques, eles são mesmo necessários?

Rose Modesto: Olha, Lucimar, na verdade eu não cometia ataque com ninguém, contra nenhum candidato, nem com a família do candidato. O que nós estamos apresentando, principalmente o nosso programa de televisão, são fatos, inclusive denúncias graves, gravíssimas, que a própria imprensa, com o dever que tem de atualizar e comunicar a sociedade, e hoje, num período de eleição, a gente tem o compromisso de alertar o eleitor dos fatos e depois deixar ele muito à vontade para fazer suas escolhas. Agora, em momento nenhum, eu ataquei o candidato e muito menos a família do candidato.

Lucimar: A senhora não vê isso como uma troca de acusações?

Rose Modesto: Não. Não vejo ataque. De forma alguma. Então, notícias, muito antecipadamente, inclusive, né, apresentadas pela própria imprensa. Casos que estão aí, que a cidade acompanha e que, nesse momento, o eleitor precisa conhecer. Qual o perfil, quais as histórias, quais as alianças que os dois candidatos têm feito, entendeu? Quem são os grupos. Porque aqui ninguém está sozinho. Então, isso é importante e é o que a gente tem procurado mostrar para a cidade e o eleitor poder dar com toda liberdade que tem, fazer suas escolhas.

Lucimar: Vamos falar do seu programa de governo? Falar de educação. Recentemente o Ideb, que mede a qualidade do ensino básico mostrou que Campo Grande ficou abaixo da meta, especialmente ali nos quartos, quintos anos. Como reverter esses índices com tantos problemas estruturais? Professores fazendo greves, funcionários públicos de maneira geral?

Rose Modesto: Lucimar, eu acredito que começa mesmo pela valorização de todo servidor da educação. Professor, o administrativo. Valorizar o servidor passa desde o cumprimento de lei. Em fevereiro, se Deus quiser, como prefeita, né, sendo eleita, eu vou sentar com a categoria para organizar o cumprimento da lei do piso por 20 horas. O administrativo, que hoje tem uma necessidade grande de cumprir 6 horas de trabalho, e que até hoje não foi efetivado, e isso é possível avançar, porque eles têm metas para cumprir e é possível cumprir. Passa também, Lucimara, pela participação, na minha avaliação, da participação da família na escola. A família precisa estar mais presente, acompanhando o filho. E aí, a valorização do servidor. Com a presença da família a gente tem condições de avançar muito. E acho que é com essa unidade, essa parceria, que a gente consegue melhorar esses índices.

Lucimar: Além da educação, a senhora tem falado muito mudanças em vários outros setores, com muitos investimentos. De onde é que vai sair o dinheiro?

Rose Modesto: Primeiro Campo Grande e isso está provado, tem os números, os índices, infelizmente tem gastado, e a gente tem visto as gestões que passaram gastar muito mal o nosso recurso. E nós estamos em um momento muito difícil, com a questão da aprovação dessa PEC que reduz os repasses para os estados. Mais do que nunca uma gestão eficiente vai fazer diferença. Então, Campo Grande, por exemplo, tem que parar de gastar tentando resgatar o que a chuva faz e traz de estragos onde poderia se investir nos pontos mais estratégicos para conter as enchentes e não precisar gastar e não resolver os problemas. Então, é uma gestão eficiente que nós precisamos fazer. Passa por transparência, passa por planejamento e, claro, pelas parcerias. Se não tiver isso, não consegue entregar.

Lucimar: A senhora citou aí a PEC, que já foi aprovada em primeira votação pela Câmara e vai passar agora pelo Senado, em segunda votação agora, amanhã e depois passa para o Senado. Tenho aqui também a lei de diretrizes do orçamento, aprovada pela Câmara, que prevê um aumento tímido de 3,16%. A senhora vai priorizar dentro dessa eficiência aí corte de despesas ou aumento de impostos.

Rose Modesto: Campo Grande o grande problema é a gestão. Não precisamos e não vamos aumentar impostos. As despesas que hoje estão sendo feitas de maneira desorganizada e de forma desnecessária, essas sim serão cortadas. É dessa forma que a gente consegue avançar. Agora, mais do que nunca, como eu disse aqui das parcerias. Por exemplo: o governo do estado ofereceu agora, para a gestão atual, né, para a gente agir na área da mobilidade urbana, recapeando algumas avenidas, que a prefeitura já poderia ter feito alguma economia. Eu acredito nesse tipo de governo. Então, a gestão que nós vamos fazer, cuidando bem do dinheiro público, fazer ele chegar onde ele tem que chegar onde tem que chegar. Isso que vai fazer a diferença.

Lucimar: Nessa gestão eficiente aí, qual que seria o primeiro setor que a senhora atacaria em termos de corte, por exemplo?

Rose Modesto: Olha, nós hoje precisamos ver a questão da própria infraestrutura. Infelizmente a gente vê ao longo dos anos. Isso até virou uma investigação a questão do tapa buraco. O custo benefício de você recapear algumas ruas em Campo Grande, pode ter certeza, o retorno é melhor do que você tapar o mesmo buraco vinte vezes.
Lucimar: A senhora vai cortar algo nesse sentido?

Rose Modesto: Nós vamos. Porque o tapa buracos não pode ser uma regra. Ele tem que ser uma exceção. O que nós temos que prezar é pelas boas obras, de qualidade, para não ficar gastando dinheiro todo dia.

Lucimar: A senhora vai investir em recapeamento, então?

Rose Modesto: Recapeamento, que não pode ser regra, tem que ser uma exceção.

Lucimar: A senhora falou no piso dos professores e recentemente a Câmara Municipal aprovou o salário dos servidores de maneira geral. A prefeitura entrou na Justiça alegando que isso fere a lei de responsabilidade fiscal. A senhora pretende manter essa ação na Justiça para não ter que pagar o aumento?

RoseModesto: Olha, na verdade, nós temos que acabar com a judicialização. O servidor entende quando você respeita, quando você senta com ele na mesma mesa para discutir e debater. Nós não podemos, de forma algum, sacrificar o servidor por conta de gestões que não fizeram o que deveria ter sido feito. Tendo a legalidade, você pode ter certeza que eu vou retirar isso. Então, primeira coisa que a gente tem que saber de fato. Hoje Campo Grande é a última capital em transparência. Então, é chegar, conhecer a prefeitura por dentro e depois tomar as decisões. Agora o que nós temos visto acontecer nos últimos quatro anos é isso aí. Judicializando câmara, a relação com o servidor.

Lucimar: Então se ferir a lei a senhora não pretende pagar, então?

Rose Modesto: A legalidade todo gestor público ele precisa manter. Agora o que nós precisamos fazer é uma gestão eficiente. Ele consegue, inclusive, aumentar a receita. O problema de Campo Grande é que se aumentou despesa e não se cuidou. Nós não podemos aumentar imposto. Nós devemos melhorar a eficiência da arrecadação. O ISS, por exemplo, nós estamos perdendo de cinco a seis milhões. Não é aumentar, mas se melhorar a eficiência de arrecadar. E a gente começa, de novo, a buscar esse equilíbrio e podendo cumprir com o nosso servidor.

Lucimar: Falando aqui de segurança, por exemplo, a senhora cita a falta de efetivo da Guarda Municipal e agentes de trânsito. A senhora pretende aumentar o efetivo?

Rose Modesto: Não. Primeiro eu quero reestruturar a guarda com os mil e duzentos homens e mulheres que já estão aí trabalhando. A guarda precisa de melhor equipamento, nós temos uma parte da guarda que vai trabalhar armada. Pode ajudar muito indo para os bairros. Investir um pouquinho no vídeo-monitoramento que tem hoje no Centro, mas parte funciona, parte não funciona, mas também estender para as regiões mais violentas. Agora, a legislação, ela me permite chegar até o número de mil e quatrocentos. Então, eu quero agradecer aqui a oportunidade de poder falar com vocês. Quero dizer que esse é o modelo que eu quero governar Campo Grande em todas as áreas. Com planejamento, transparência. O que faz um governo diferente do outro é aquilo que ele pretende priorizar. E nós vamos priorizar aquilo que é mais importante. E nós vamos começar por lá. E por essa razão eu quero pedir essa oportunidade de governar a nossa cidade.

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