Relatórios confirmam desvio de dinheiro da previdência de servidores

Relatórios do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) de 2013 e 2014 apontam evidências de que a prefeitura se apropriou de dinheiro que deveria ter sido destinado ao pagamento de pensões e aposentadorias.

Parte dos valores depositados no fundo conta com deposito abaixo da média no que se refere a contribuição patronal, apesar do aumento crescente da contribuição dos servidores, nestes anos.

Desde o mês passado, o prefeito Alcides Bernal (PP)  é questionado a respeito do rombo de R$ 109.777.347,00, verificado nos cofres do IMPCG, entre os anos de 2012 e 2016.

Bernal teria negociado com doleiro da Lava Jato:

Em maio deste ano, o prefeito Alcides Bernal (PP) foi citado em escutas telefônicas entre o doleiro Fayed Traboulsi e Maranhão combinando reuniões ‘extraoficiais’ com sua presença em Brasília (DF), quando era recém-eleito para a prefeitura da Capital de Mato Grosso do Sul. Em petição, o MPF (Ministério Público Federal) afirmou que o papel dos parlamentares seria "o agenciamento de prefeitos para que estes se encontrassem" com Traboulsi, tido como um dos principais doleiros da Capital federal.
 
Conforme matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo, a petição foi anexada ao inquérito aberto no STF para investigar o substituto de Eduardo Cunha (PSDB) na Câmara e mais três deputados federais. O texto não cita diretamente a participação de Bernal, mas o órgão relatou que uma auditoria realizada nos fundos de previdência de servidores de diversos municípios apontou irregularidades em negócios fechados com os institutos de Campo Grande e Aparecida de Goiânia (GO), "cujos prefeitos foram levados ao encontro de Fayed por intermédio de Waldir Maranhão".
 
A reportagem da Folha tentou entrar em contato, sem sucesso, com Bernal. O prefeito de Aparecida de Goiânia (GO), Maguito Vilela (PMDB), foi consultado pelo jornal e informou "que não tem ligação com os fatos”.
 
Em maio, quando os áudios citando Bernal foram divulgados, o TopMídiaNews procurou a assessoria de imprensa de Bernal para divulgar uma posição sobre o fato. Na época, a resposta foi de que “não houveram reuniões com o referido doleiro”, tanto que “não há qualquer comprovação de reuniões, apenas tentativas por parte dos mesmos”. Ainda afirma que “trata-se de uma matéria requentada de 2013, sobre a operação Miqueias”.
 
“Na época, esta quadrilha criava armadilhas para os prefeitos e tentaram fazer do prefeito Alcides Bernal sua vítima, porém sem sucesso. Como prefeito recém-empossado, encontrou-se com diversas pessoas a pedido de membros do seu partido (PP), porém não há na agenda do prefeito registro de encontros com os citados pela matéria”, aponta a prefeitura.
 
Por fim, a assessoria garante que “não houve qualquer menção sobre sua pessoa na operação da PF e o prefeito não foi investigado, pois não houve qualquer relação com a quadrilha. O fato de pessoas citarem o nome do prefeito não significa absolutamente nada, como foi comprovado pelas investigações da Polícia Federal”.

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