Entre os principais problemas no atendimento está a longo espera, provocada pela falta de profissionais, problema crônico, que, a despeito de ser antigo, parece não ter solução. Diariamente, são recebidas pela reportagem denúncias, reclamações, fotos e vídeos de leitores indignados com a saúde na Capital.
As mães e pais que possuem convênio médico também não ficam livres dos problemas ao levar os filhos à urgência. São horas esperando por atendimento para uma consulta 'a jato'. Na quarta-feira da semana passada, dia 5 de abril, duas mães foram acompanhadas: no Hospital Infantil São Lucas, na Avenida Afonso Pena.
A servidora municipal Ariana Geraldo Amorim, 32 anos, levou a filha Yanguia, 12 anos, que estava com tosse e esperava atendimento.
“Postão”
O Hospital Infantil São Lucas leva o apelido de “postão” pelos pais que possuem o plano mais simples da Unimed. Ao perguntar como é o atendimento, a opinião geral é: melhor do que posto de saúde, mas, já vão sabendo que vai ter de esperar pelo menos duas horas. Não é bonito, mas o atendimento médico é bom.
Às 9 horas do dia 5 de abril, Ariana esperava do lado de fora do São Lucas, com Endrius no bebê conforto e Yanguia ao lado. O motivo é o receio do bebê de dois meses ficar em meio às outras crianças, que tossiam e espirravam, enquanto esperavam atendimento. A mãe preferiu ficar em pé, mas, em local aberto.
Dentro do hospital, mais de 50 crianças esperavam atendimento. Ariana diz que 40 já haviam sido chamadas na mesma manhã. A mãe chegou por volta das 8 horas. Yanguia não mora com ela, vive com a avó e, às 6 horas, foi acordada com o telefonema da mãe, dizendo que a menina poderia estar com pneumonia, pois, estava tossindo e com a garganta 'ruim'.
Aos 12 anos, Yanguia, já teve alguns problemas de saúde, talvez, seja esse o motivo da preocupação da avó. Ao todo, a espera dos três foi de quase duas horas. O nome da menina foi ouvido às 9h30. Ela, a mãe e o bebê atravessaram a porta de vidro. Exatos 5 minutos depois, Ariana retorna e diz: vamos? Já acabou. Já foi a consulta”.
Como já previa a mãe, a situação de Yanguia não era grave. Ariana conta que o diagnóstico do médico foi: tosse por causa do tempo. A medicação receitada foi um anti-histamínico, pedido por ela mesma.
O que diz a mãe: Faltam médicos.
Ariana diz que o atendimento é bom no São Lucas, o problema é a espera. Geralmente são apenas dois pediatras para atender no local. Sobre os postos de saúde, ela prefere evitar: falta médico, demora mais e o tratamento dos funcionários nem sempre é cordial com as mães que estão aflitas.
Yanguia, que tem opinião sobre tudo e conta que vai ser médica obstetra quando crescer, diz que entre o Hospital da Criança, também particular, e o São Lucas, prefere o segundo.
Como na rede publica, a rede privada tambem tem longas filas de espera.
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