R$ 736 mil: PF achou dólar, euro, cheques e reais em operação contra empreiteiras

A Polícia Federal apreendeu R$ 210 mil em espécie, US$ 100 mil, € 3mil e R$ 195 mil em cheques durante cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Lama Asfáltica, deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), MPF (Ministério Público Federal) e Receita Federal. As informações foram divulgadas pela própria PF, em coletiva de imprensa no início da tarde.

Os locais em que ocorreram as apreensões dos montantes não foram revelados. Ao todo, foram 19 mandados, sendo um deles efetuado na casa do empreiteiro João Amorim, proprietário da Proteco, empresa que mantém contratos com várias esferas do Poder Público.

A PF não revelou os nomes de quatro funcionários públicos estaduais afastados dos respectivos cargos pelos próximos 60 dias. Na coletiva, a corporação também informou que não houve necessidade de pedir prisão preventiva dos envolvidos nas investigações.

Os trabalhos dos investigadores começaram por conta de três obras, uma no aterro sanitário de Campo Grande, em 2012, e outra derivada da licitação para obra na MS-430, em 2013 – a terceira de 2011 que não foi divulgada. Os crimes cometidos, segundo a PF, foram corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraude em licitação e peculato.

Caso

Também houve buscas na Secretaria de Obras do governo, na qual os quatro servidores foram afastados, dos quais três são efetivos e um estava no programa de demissão voluntária, mas continuava prestando serviços. De acordo com o secretário de Governo Eduardo Riedel, a secretaria está fornecendo os dados solicitados e os servidores.

De acordo com a Polícia Federal, a operação tem o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, por meio de fraudes a licitações, contratos administrativos e superfaturamento em obras públicas. Os prejuízos somam, aproximadamente, 11 milhões de reais, de um montante fiscalizado de 45 milhões de reais.

Nos termos da PF, a organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana. Cerca de 80 policiais federais, 13 servidores da CGU e 25 da Receita Federal participaram da execução da operação. 

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