Professores da ACP rejeitaram 8.5% em agosto do ano passado e agora aceitam 3,31% de reajuste

Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande rejeitaram 8.5% de reajuste em agosto do ano passado, e agora decidiram aceitar o índice proposto pela Prefeitura Municipal de 3,31% sobre o reajuste de salários da categoria. 
 
Com isso, depois de cerca de uma hora de conversa à "portas fechadas" no gabinete do prefeito Alcides Bernal (PP), no Paço Municipal, a trégua entre as partes foi firmada nesta quarta-feira (11) e a paralisação parcial em cerca de seis escolas públicas municipais deve seguir apenas até a próxima sexta-feira (13). Contudo, o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Trabalhadores em Educação Pública), Lucílio Nobre, salienta que o índice só foi aceito porque foi feita uma mudança no texto da proposta e que toda a recusa dos demais projetos encaminhados pela prefeitura, como os 9,57% rejeitados na Câmara Municipal, não vinculava o índice com a Lei 5.411.
 
“A proposta inicial era ter a correção na íntegra dos 11,36% deste ano e que os 13,01% do ano passado aceitaríamos o escalonamento. Só que, como houve demora no atendimento da categoria, entrou no período eleitoral e isso não poderia mais ser cumprido. Nós entendemos então a dificuldade de se atender a lei nesse momento, porém não satisfaz a categoria o reajuste, então esse índice de agora está contido dentro da lei, de forma corrigida”, declarou Nobre. O sindicato deve voltar a cobrar a equiparação com o Piso Nacional na primeira quinzena de 2017.

Conforme Bernal, a dificuldade no diálogo com os professores “tem de ser celebrada” e pontua que o percentual atenderá, além dos magistrados, as demais categorias de servidores municipais. “Seria injusto não repassar esse reajuste de forma linear a todos os servidores, em especial os que ganham menos. Lamentavelmente a Lei Eleitoral tem a restrição de não termos como voltara oferecer os 9,57%, mas ao menos aumentamos de 2,97% para 3,31%. Estamos respeitando a legislação vigente e nossos alunos vão voltar a ter aulas”, declarou.
 
Os professores que aderiram à paralisação devem definir nos próximos dias como deve ser feita a reposição das aulas nas escolas, conforme o que já havia sido estabelecido quando foi deflagrada a greve.

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