Produtores começam a temer ao excesso de chuvas durante colheita de soja

Os produtores de Dourados, já estão preocupados com as constantes chuvas registradas há uma semana no município. Muitos já colheram e plantaram o milho, mas a maioria ainda tem soja para colher e por conta do tempo instável, tiveram que parar e já temem as perdas na qualidade do grão.

Os produtores de Dourados, já estão preocupados com as constantes chuvas registradas há uma semana no município. Muitos já colheram e plantaram o milho, mas a maioria ainda tem soja para colher e por conta do tempo instável, tiveram que parar e já temem as perdas na qualidade do grão.

De acordo com o engenheiro agrônomo de uma cooperativa da cidade, Fernando Mignoso, muitos produtores estão preocupados, pois a soja está pronta para ser colhida e o excesso de água pode prejudicar o grão.

“Muitos produtores pararam de colher com a chuva. A preocupação é com o grão que perde qualidade com o excesso de umidade”, explica o agrônomo.

De acordo com dados do dia 13 de fevereiro da Aprosoja MS (Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), 40 % da área plantada no município foram colhidas e ainda não é possível calcular as perdas. O momento agora é para que a chuva cesse e que venha o sol para que a colheita continue. Na sexta-feira (20) um novo levantamento será realizado, mas aproximadamente 10% da colheita atrasou por conta da chuva.

“É um momento importante. Quem colheu a soja e plantou o milho comemora, mas para os produtores que ainda tem soja plantada está complicado. A estiagem de janeiro também atrapalhou muitos produtores e se a chuva continuar pode vir a prejudicar a produção e a qualidade da soja”, conta o técnico de produção da Aprosoja MS, Leonardo Carlotto.

Um dos motivos pelo qual a soja está sendo colhida agora foi à seca no início do plantio, entre setembro e outubro de 2014. Muitos produtores realizaram o plantio mais tarde e consequentemente afetando o processo de colheita.

Para o agrônomo, a questão agora é que a chuva pare, para que perdas maiores não aconteçam. “Ainda não é possível avaliar as perdas, mas elas já existem e podem aumentar se as chuvas continuarem. O jeito é torcer para não chover mais nos próximos dias”, comenta Mignoso.

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