Procuradoria avalia novo pedido de afastamento de Bernal

O clima esquentou na Câmara Municipal de Campo Grande, nesta manhã (20), ao ponto de resultar em pedido de novo afastamento imediato do prefeito Alcides Bernal (PP). Tudo começou quando o vereador Paulo Siufi (PMDB) usou a Tribuna para abordar sobre os uniformes entregues recentemente aos campo-grandenses, destacando o fato deles serem de péssima qualidade.
 
O parlamentar solicitou ao vereador Airton Saraiva (DEM), que é presidente da Comissão de Justiça da Câmara Municipal, o afastamento imediato do prefeito por conta da questão dos uniformes. Porém, antes, Siufi afirmou que a intenção não é 'cassar o prefeito', mas tem o propósito de acabar com a 'exacerbação' comentida por Bernal.  
 
Saraiva acatou o pedido durante a sessão no plenário. “A Procuradoria vai analisar essa situação de afastamento, para ver se cabe ou não o afastamento imediato do prefeito”, afirmou à reportagem.
 
Para o presidente da Casa de Leis, João Rocha, tudo tem um trâmite a seguir. “O tempo para a Procuradoria analisar esse caso vai de dois a cinco dias, para ser possível emitir um parecer”. 
 
Por enquanto, ele destacou que a Câmara vai agir de forma regular, com respaldo. “A Câmara esta tomando todas as providências sobre às denúncias da atual administração. Mas não podemos ser precepitados e temos que seguir o lado legal”. João Rocha afirmou ainda hoje, que os vereadores já aprovaram o requerimento solicitando informações sobre a questão ao prefeito, por meio da Secretaria Municipal de Administração, sobre a compra dos uniformes.
 
“A intenção é saber qual a parte desses uniformes é de origem estrangeira, analisar se pode ou não comprar uniforme do Paraguai”, disse João Rocha. Com base nesse requerimento, o presidente afirmou que não descarta a possibilidade de chamar o próprio prefeito para dar às devidas explicações.
 
O vereador Saraiva afirmou que, caso o parecer da Procuradoria da Câmara Municipal não seja favorável em relação ao afastamento, ele deverá utilizar de outros meios, apelando à Justiça ou outras instâncias para levar o caso adiante. “O caso inclusive pode ser denunciado no Ministério Público Estadual”, concluiu.
 
Ele revelou que encaminharia a ação para o promotor Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, conhecido por dar continuidade sobre o pedido de afastamento do prefeito em relação ao caso da Megaserv.
 
Requerimentos
João Rocha aproveitou para salientar sobre os requerimentos e indicações sem respostas. “Hoje devo apresentar o grande volume de requerimentos e indicações que não foram respondidos pelo prefeito. Devo nas próximas semanas agendar uma reunião para levar todo esse documento ao procurador-geral do Ministério Público, Paulo Passos, para oferecer novamente denúncia sobre pedido de improbidade administrativa”, concluiu. 

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