Preso cria perfil falso em rede social e tenta ser ‘amigo’ de agentes

Um suposto perfil falso em rede social levou Weikman Agnaldo de Mattos Andrade da Silva, 23 anos, a perder benefício no Instituto Penal de Campo Grande e ser levado para cela forte, utilizada como punição a presos. O réu responde por homicídio, depois de ter matado a avó de 59 anos em maio de 2016. O crime aconteceu na madrugada de uma sexta-feira, dia 13, e na época o jovem chegou a dizer à polícia que tinha sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) para tentar encobrir o assassinato.

O preso, por meio de seu defensor, reclamou na Polícia Civil nesta quinta-feira (29) que outros detentos teriam criado um perfil no Facebook com o nome dele e estariam convidando agentes penitenciários para participarem da sua rede de amigos.

O estopim dessa situação aconteceu quando o suposto perfil falso enviou convite para uma agente penitenciária. A situação foi relatada na direção do presídio, que puniu Weikman ao encaminhá-lo para cela forte.

"Foi criado um perfil na rede social Facebook e que o indivíduo que criou o perfil está enviando a todo momento convites de amizade pela rede social aos agentes penitenciários. Foi enviado um convite de amizade para uma agente penitenciária, porém Weikman estava trabalhando no momento, e quando o preso está trabalhando não possui acesso a nenhum meio de comunicação", detalhou a advogada do preso em boletim de ocorrência.

Segundo a polícia apurou, mesmo enquanto estava na cela forte os convites continuavam sendo enviados. Além disso, na cela onde Weikman está recolhido há outros presos que têm celular. Em averiguação, foi identificado que um dos detentos estaria descontente com o réu que matou a avó porque tinha pedido um favor que não foi atendido. O que seria esse favor não foi detalhado.

O delegado Alberto Luiz Carneiro da Cunha de Miranda, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, registrou o caso como preservação de direito. Não foi possível verificar se haveria vistoria na cela para identificar a entrada ilegal de celulares.

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também