População teme ‘passar vergonha’ na passagem da Tocha Olímpica por causa dos buracos

Em ritmo de preparação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016 e a poucos dias da vinda da Tocha Olímpica em Campo Grande, marcada para o dia 25 de junho, o que era para ser símbolo de festa virou sinônimo de aflição. Como o percurso total é de 40 km pelas principais vias da Capital, o consenso da população é que os buracos vão atrapalhar o trajeto ou a imagem da cidade. Mas a prefeitura promete que a solenidade é garantia de sucesso.
 
“Acho legal a Tocha Olímpica passar aqui (Avenida Calógeras). O problema é a cidade não ter a capacidade de receber o evento como as demais regiões. Nos outros estados, até mesmo no interior do Paraná, o asfalto é um tapete, lindo. A nossa cidade está um lixo”, desabafou o comerciante Claudio Leandro Andrade, de 34 anos.

Trajeto
A prefeitura não deu detalhes sobre a preparação do evento, apenas divulgou o percurso e informou que houve planejamento para receber o evento, dizendo que todo o trajeto estará recuperado, ou seja, sem buracos. "Campo Grande fará uma linda festa", disse a assessoria, por meio das redes sociais. A tocha chega ao Mato Grosso do Sul ainda na noite de sexta-feira (24 de junho) no Aeroporto Internacional. Na manhã de sábado (25), a Chama Olímpica vai para Bonito e volta a Campo Grande, por volta das 13 horas.
 
Foto: Divulgação/Uipi
 
A partir das 13h15, a tocha começa a ser conduzida pelas ruas da cidade e vai passar pelas seguintes ruas no trajeto A: av. Duque de Caxias, rua dos Andradas, av. Júlio de Castilhos, rua Cândido Mariano, rua Alan Kardec, rua João Rosa Pires, Praça das Araras, Duque de Caxias, av. Afonso Pena, rua 13 de Maio, rua Quinze de Novembro, av. Calógeras, av. Costa e Silva até o campus da UFMS.
A partir da Universidade Federal, a tocha vai percorrer de ônibus uma parte do trajeto. Ela volta a ser conduzida nas ruas, no chamado trajeto B, a partir da rua Spipe Calarge (esquina com a rua do Cruzeiro) e, depois, av. Eduardo Elias Zahran, rua Rui Barbosa, rua Dr. Aníbal, rua 14 de Julho, av. Mato Grosso, Pedro Celestino, rua Maracaju, 13 de Maio, Barão do Rio Branco, Arthur Jorge, passa pela Prefeitura de Campo Grande, av. Afonso Pena, rua Bahia, Av. Mato Grosso, rua Ceará. rua Euclides da Cunha, Rio Grande do Sul, Afonso Pena e chega ao Parque das Nações Indígenas.
 
Foto: Geovanni Gomes. Trecho da Rua dos Andradas, onde a população reclamou da qualidade do asfalto
 
A previsão é que a tocha chegue às 19h15 no Parque das Nações Indígenas. O último trecho vai ser percorrido por um índio numa canoa. O parque vai concentrar atividades de lazer e esporte orientadas pela Funesp (Fundação Municipal de Esporte), a partir das 16 horas. Quando a tocha chegar vai ser um feito um grande show com cantores regionais.
 
A organização não divulga os nomes dos condutores da tocha, que foram escolhidos pelos patrocinadores oficiais das Olimpíadas (Bradesco, Nissan e Coca-Cola) e 12 foram indicados pela Prefeitura de Campo Grande. Cada uma dessas pessoas vai conduzir a tocha por cerca de 200 metros.

 
Apesar da Rua dos Andradas ser um dos trechos do percurso, os comerciantes da região não esperam tirar proveito disso. “Acho que a tal tocha não traz benefício nenhum, nem sabia que passaria aqui”, disse o funcionário de uma borracharia, Marcos Heverson, de 39 anos.

“A reclamação maior é que o pneu está furado porque bateu nos buracos do Bernal (prefeito)”, contou o borracheiro Eunélio Dias Neto, de 64 anos, dizendo que há outras questões mais relevantes, como saúde e segurança. 

“Temos que lembrar que a Tocha Olímpica é só um esporte. O pior é que o povo de fora vai chamar a gente de porco. Nosso asfalto está igual casca de ovo, as pessoas jogam lixo no chão, tem que ter fiscalização. Se eu fosse prefeito, ao invés de roubar, investiria, faria recapeamento”, contou o borracheiro Eunélio.
 
É bom destacar que há percursos em que as vias não estão tão danificadas, como no caso da Rua Spipe Calarge, visto que o asfalto é praticamente novo. “Nunca vi a cidade assim, parece abandonada. Muitos buracos que estragam veículos e causam acidentes”, enfatizou Nice Pereira da Vera, de 40 anos, dizendo que não muda nada a vinda da Tocha Olímpica para a Capital.

Em contrapartida, algumas pessoas ainda têm esperança do evento ser benéfico. “É ótimo, nem sabia que passaria aqui, é bom incentivar o esporte. O problema dos buracos é geral, no meu bairro, Santo Antônio deu uma melhorada, o pior é aqui no Centro”, contou o funcionário de um comércio localizado na Avenida Marechal Cândido Mariano, Fernando Henrique, 30 anos.

A partir das 13h15, a tocha começa a ser conduzida pelas ruas da cidade e vai passar pelas seguintes ruas no trajeto A: av. Duque de Caxias, rua dos Andradas, av. Júlio de Castilhos, rua Cândido Mariano, rua Alan Kardec, rua João Rosa Pires, Praça das Araras, Duque de Caxias, av. Afonso Pena, rua 13 de Maio, rua Quinze de Novembro, av. Calógeras, av. Costa e Silva até o campus da UFMS.

A partir da Universidade Federal, a tocha vai percorrer de ônibus uma parte do trajeto. Ela volta a ser conduzida nas ruas, no chamado trajeto B, a partir da rua Spipe Calarge (esquina com a rua do Cruzeiro) e, depois, av. Eduardo Elias Zahran, rua Rui Barbosa, rua Dr. Aníbal, rua 14 de Julho, av. Mato Grosso, Pedro Celestino, rua Maracaju, 13 de Maio, Barão do Rio Branco, Arthur Jorge, passa pela Prefeitura de Campo Grande, av. Afonso Pena, rua Bahia, Av. Mato Grosso, rua Ceará. rua Euclides da Cunha, Rio Grande do Sul, Afonso Pena e chega ao Parque das Nações Indígenas.

A previsão é que a tocha chegue às 19h15 no Parque das Nações Indígenas. O último trecho vai ser percorrido por um índio numa canoa. O parque vai concentrar atividades de lazer e esporte orientadas pela Funesp (Fundação Municipal de Esporte), a partir das 16 horas. Quando a tocha chegar vai ser um feito um grande show com cantores regionais.
 
A organização não divulga os nomes dos condutores da tocha, que foram escolhidos pelos patrocinadores oficiais das Olimpíadas (Bradesco, Nissan e Coca-Cola) e 12 foram indicados pela Prefeitura de Campo Grande. Cada uma dessas pessoas vai conduzir a tocha por cerca de 200 metros.
 

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