No dia 1º de abril, Dia da Mentira, os policiais civis do Estado vão parar as suas atividade em forma de protesto para melhores condições de trabalho e reajuste salarial. De acordo com o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Giancarlo Corrêa Miranda, relatou nesta quarta-feira (16) que o ato foi decidido em assembléia no sábado (12) e a categoria está indignada com a falta de condições de trabalho.
“Foram mais de 600 policiais e decidimos por um dia de paralisação. Vamos parar por 12 horas e só os atendimentos de flagrante serão feitos”, disse o presidente.
Giancarlo ressalta que o dia escolhido é uma forma de protestar diante das promessas de campanha política durante as eleições que não são cumpridas pelos gestores e se tornam ‘mentiras’ para a categoria que até o momento, não vê mudanças e melhorias sendo realizadas. “Estamos há um ano e quatro meses sem reajuste salarial, nem inflação e nem ganho real, queremos melhorias. Não queremos só ganhar bem, mas nossa profissão é sofrida e estressante”, afirmou.
O presidente relata que há muitos casos de policiais que comentem suicídio por conta do estresse e falta de amparo do poder público. Também destaca ainda, que investigadores compram os próprios materiais de trabalho para exercer a função. “Não tem efetivo suficiente, não ganhamos para nível superior, não temos viaturas, muitos custeiam o material. Se os crimes são investigados e solucionados e por causa de policiais que enfrentam bravamente o dia de trabalho”.
No dia 1º de abril serão realizados apenas atendimentos de flagrante e em Campo Grande os investigadores e membros da Polícia Civil como escrivães e peritos, vão se reunir na frente da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro em uma manifestação. “A princípio vamos ficar nas regionais. O governo e a sociedade não valoriza os servidores, não queremos prejudicar a população, mas temos que mostrar a forma como os policiais trabalham”.




