"Os pais da vítima já prestaram depoimento. Na delegacia, não apareceu nenhum vizinho, porém estas informações que chegaram ao nosso conhecimento, falando de perfil violento, serão apuradas. Se alguma conduta for confirmada, é um delito a mais que ele [atirador] pode responder. Isto tudo, no entanto, não interfere no desfecho do nosso inquérito", explicou o delegado.
Já o pai do suspeito, José Nilton, de 54 anos, confirmou que vizinhos do suspeitos foram até o seu estabelecimento comercial. "Na primeira vez, nós estávamos em São Paulo, porque não tinhamos condições de permanecer aqui com tudo o que estava acontecendo. Ao chegar, uma funcionária nossa disse que uma vizinha dele [assassino] foi até a loja e relatou sobre um desentendimento com ele", afirmou o empresário.
O fato ocorreu alguns dias após a morte de Luiz Henrique. "A senhora disse que o filho dela se envolveu em uma briga de trânsito com ele. Na época, ela falou que o homem jogou o caminhão em cima do filho dele, mais de uma vez, na tentativa de matá-lo. Ela falou que queria levar a denúncia adiante e pediu para não deixar mais este caso impune", falou Nilton.
Ainda conforme o empresário, após entrevista publicada no G1 sobre o caso, mais pessoas o procuraram. "Na outra vez, nós já estávamos aqui em Campo Grande. Uma outra pessoa foi na loja e se identificou como vizinho do assassino. Ele disse que se envolveu em uma discussão por terreno, quando o homem teria dito a ele que resolve tudo na bala", comentou.




