PMDB de Campo Grande continua “pensando” o que fazer

Agora que o ex-governador do Estado, André Puccinelli, já adiantou que não vai concorrer à prefeitura da Capital, os peemedebistas avaliam os próximos passos. Aguardando reunião com seu líder maior, o partido avalia se juntar ao ninho tucano, mas ainda encontra resistência entre alguns membros que sonham com candidatura própria.
 
O presidente municipal do partido, Ulisses Rocha garantiu que será contra qualquer diálogo no sentindo de apoiar tanto Bernal quanto Marquinhos. Concordando com as afirmações de Ulisses, o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) destacou que com o 'não de André', o PMDB deve discutir a possibilidade de lançar pré-candidatura própria, mas acredita que a maioria deve optar por apoiar outro partido na disputa eleitoral de 2016.
 
Diante disso, o parlamentar destaca que rejeita apoiar Bernal e, muito mais, Marquinhos Trad, além de defender que o PMDB se junte à pré-candidata Rose Modesto (PSDB). "Com a resposta negativa do ex-governador, eu acredito que o partido caminha para dar apoio um pré-candidato. Se na reunião for levantada essa questão de apoiar o atual gestor da Capital ou o Marquinhos, eu também defendo que o certo seria apoiar a vice-governadora".
 
Questionado sobre a possibilidade de o partido voltar a contar com o deputado estadual Marcio Fernandes (PMDB) como pré-candidato, Eduardo afirma que vê dificuldades no assunto, já que Marcio teve que 'tirar o pé' da disputa diante da possibilidade de Puccinelli concorrer ao pleito.
 
"Ainda vamos sentar e conversar, mas eu acho difícil o Marcio voltar a ter a mesma empolgação que estava no começo. Caso ele queira vamos discutir, mas acredito que o PMDB vai acabar apoiando um pré-candidato", diz o deputado.
 
Respondendo a dúvida de Rocha, Marcio Fernandes garantiu que, caso o partido acredite na força de sua pré-candidatura, voltará a buscar apoio para concorrer ao pleito. "O André é o nome que todos desejam, inclusive eu, mas caso ele diga que não vai concorrer e o partido acredite no meu nome, volto a ser o pré-candidato do partido e volto a buscar diálogos com outros partidos em busca de apoio".
 
Marcio afirma que acredita que o PMDB sofrerá desgaste caso abra a mão de lançar pré-candidatura própria e deixa claro que 'vai bater o pé' para entrar na disputa. "O PMDB é um partido muito grande para ficar fora da disputa. Temos dois senadores, temos um presidente da República, precisamos mostrar a força que temos. Eu confio na minha pré-candidatura, tenho três mandatos como deputado, sou ficha limpa, tenho uma história muito boa para entrar no pleito e tenho muitos votos aqui na Capital".
 
Sobre uma possível escolha entre Bernal, Rose e Marquinhos, Marcio destaca que caso o partido delibere para dar apoio, defenderá diálogo com todos os pré-candidatos antes de definir o apoio. "Eu não defendo nenhum nem o outro, defendo que seja realizada uma conversa para verificar o que seria melhor para o partido".

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